14 August 2009

Vou ali ao lado e já venho




A algumas horas de partir para o festival só tenho a dizer que a organização é de uma incompetência atroz!!
Prometeram um site oficial para o festival e nada...
Horários das exposições tem que ser o próprio interessado em procurar pelos sites dos edificios onde estão as respectivas exposições...
Horários para os autógrafos nem vê-los...

08 August 2009

Sketch amealhado #2

RICARDO FERRAND



Ricardo Ferrand ilustrador e 'banda-desenhista', fico na dúvida se este será o seu site oficial ou não. Conhecido pelas obras A Verdadeira História de Jota Cristo e O Homem que não parava de urinar, ambas editadas pela Witloof, a verdade é que este autor não teve sorte na editora escolhida para publicar as suas BDs. Ultimamente faz ilustração publica diversas BDs infantis como Que Grande Trabalheira! que teve destaque no Festival Internacional de BD da Amadora de 2005 onde consegui este desenho a lápis e marcador.

01 August 2009

Sketch amealhado #1

Como prometido, aqui está a primeira nova rubrica que no início será automática.
À semelhança dos Desenhos Autografados do Verbal, irei colocar por ordem de idade todos os sketchs que coleccionei ao longo do tempo. Cada um destes posts terá um pequeno apontamento sobre o autor e histórias por detrás de cada um.

José Abrantes


José Abrantes é provavelmente o mais conhecido autor de BD infantil que temos em Portugal, famoso por personagem como o preguiçoso Horús, Zu, a feiticeirazinha Morgana ou Dakar, o Minossauro.

Este sketch feito a lápis e marcador foi obtido no Festival Internacional de BD da Amadora de 2005, a minha 2ª ida ao festival onde passei o fim-de-semana inteiro por lá. Na altura comprei vários livros das Aventuras do Zu que levei para umas primas minhas. 4 anos depois e sempre que me encontro com os pais eles pedem-me mais livros do Zu porque as miúdas adoram os livros que lhes levei. E todas as vezes esqueço-me de encomendar mais...
Como já tem sido hábito, todas as minhas idas ao festival calham com a mudança de hora e como tem sido hábito, esqueço-me sempre dessa mudança quando poderia aproveitar mais uma hora na cama. Nesta edição do festival esse esquecimento não foi excepção para mim e o José Abrantes também não se lembrou tendo chegado uma hora mais cedo do que que o previsto no programa. Assim, ficamos com a zona de autógrafos quase toda para nós onde várias funcionárias de limpeza pediam aos poucos autores presentes que fizessem retratos delas. E bem que insistiam...

29 July 2009

Diário de Bordo VI - V Festival Internacional de BD de Beja

A partir de agora irei disponibilizar aqui todos os textos que fizer mesmo que estejam disponíveis noutros sites. Devido ao facto da Centralcomics ter sido recentemente remodelada, e para evitar ter que recuperar os vários textos que estavam perdidos, todos os textos irão estar disponíveis aqui.

Pderão ver mais fotos na minha conta do Flickr, mais propriamente na pasta sobre Beja 2009.


Mais um ano, mais uma edição do festival de Beja. Se o ano passado foi o desabrochar do festival com um ‘cabeça de cartaz’ sonante, este ano foi a confirmação. Da minha parte, fica aqui uma descrição dos dias 29 a 31 Maio.

Posso dizer que o festival, antes de ter começado oficialmente, me reservou muitas surpresas. Tendo escrito um texto sobre Gary Erskine para o Splaft, o catálogo do festival, fiquei extremamente surpreendido por saber que ia ter o privilégio de acompanhar Gary Erskine e a sua mulher na viagem de Lisboa para Beja onde pude constatar a enorme simpatia e simplicidade deste autor escocês.

Chegados à Galeria do Desassossego, já tínhamos à espera uma bela comitiva de autores constituída por Marco Mendes, Denis Deprés acompanhados pelas respectivas mulheres, Craig Thompson e Sierra Hahn, editora da Dark Horse (que surpresa das surpresas era a companheira de Craig) e o grande Mattotti. Isto sem falar da boa disposição de Geraldes Lino que chegou mais tarde.

Depois de termos experimentado os mais diversos estranho pratos da casa, começou a jornada na busca por um bar na noite bejense. Apesar de termos ‘perdido’ alguns companheiros nessa difícil campanha, fomos acompanhados pelo Hugo Teixeira e Vidazinha. Finalmente encontrado um bar com snooker que o Geraldes Lino tanto insistiu, uma alegre conversa bem regada com copos, desenhos (indecentes) e fotografias, a noite prolongou-se com um feroz combate de snooker entre as tropas portuguesas constituídas por Geraldes, Marcos e Hugo Teixeira contra os ianques Sierra e Craig que, verdade seja dita, não pareciam ter muito jeitinho para o jogo. Devido ao jet lag da viagem, Craig e Sierra tinham a pica toda para continuar no jogo mas como se costuma dizer, no dia seguinte trabalha-se e acabamos o jogo às 3 da manhã com um empate.


SÁBADO, ABERTURA DO FESTIVAL
Devido ao vento e temperaturas algo baixas na edição anterior, este ano foi decidido um adiamento do festival para uma altura de bom tempo. E que tempo! Céu limpo e temperaturas a rondarem os 40º que deixavam qualquer um de rastos, ainda para mais americanos e escoceses pouco habituados a este calor.
Ainda assim, este maravilhoso e terrível tempo não demoveu imensa gente de sair à rua e comparecer para a abertura do festival que, como é da praxe, se atrasou. Nada que não se revolvesse com 2 dedos de conversa com conhecidos e autores no mercado do livro. Após o discurso inaugural do Presidente da Câmara, as portas ficaram abertas para se poderem apreciar as diversas exposições. Tantas onde destaco o novo valor nacional que é Carlos Rocha, a vasta exposição de Mattotti, a diversidade de Gary Erskine e a simplicidade do traço de Craig Thompson.

O maior afluxo de visitantes ao festival também se sentiu nos autógrafos onde Thompson foi dos mais requisitados e Erskine o mais demorado porque além de falar pelos cotovelos, dedicava-se a fazer desenhos com enorme atenção ao detalhe. Eram quase 20 horas e ainda estava a atender pedidos.


A programação continuou com as inaugurações das exposições Luminus Box, Venham+5, Voyager e Hugo Teixeira na Biblioteca Municipal, seguindo para o Museu Jorge Vieira – Casa das Artes com a exposição de Marco Mendes e finalmente acabando no Museu Regional de Beja, onde a obra de Alex Gozblau estava exposta e se realizou o habitual jantar volante.

Este jantar ficou marcado por uma justíssima homenagem a Geraldes Lino que foi apanhado desprevenido tendo ficado sem palavras. Uma homenagem pelo trabalho feito na área dos fanzines, pela sua extrema dedicação à nona arte e pela criação da tertúlia de BD de Lisboa que fez 24 anos nesta última quarta-feira, dia 3 Junho. Além do discurso do Presidente da Câmara de Beja, este ofereceu 4 medalhas da cidade e uma placa alusiva à homenagem.

Com muitos copos e boa disposição à mistura, os bedéfilos tomaram conta da Galeria do Desassossego onde este ano se realizou o concerto com os portugueses Million Dollar Lips! e à semelhança do ano passado prendeu a atenção de um dos autores presentes, neste caso o italiano Mattotti.

DOMINGO...
E o sol sem dar tréguas. Uma visita guiada ao centro de Beja onde estavam presentes mais bejenses que visitantes de outras cidades coincidiu com o debate da Associação de Autores de Banda Desenhada. Esta reunião que dizem ter sido pouco frequentada parece mais uma vez confirmar a ideia de que apesar do muito que se fala e se podia fazer, a mesma “meia dúzia de cromos” da BD não se consegue juntar num grupo coeso. Ainda assim, do que depreendi do relato de algumas pessoas presentes, a associação parece ter dado alguns passos no sentido de tentar ter alguém que se dedique a tempo inteiro de forma a aliar esforços que neste momento estão dispersos em diversos projectos e que se poderiam unir em alguns poucos com mais impacto e pujança.

O dia foi preenchido com conversas, workshops e apresentações, algumas das quais adiadas do dia anterior como as do Venham+5 #6 e O Maior de Todos os Tesouros de Carlos Rocha. Todos os anos por esta altura já é habitual a apresentação de um novo número da antologia Venham+5 que este ano muita gente estranhou ser tão “fininha” já o número de autores que participaram diminuiu.
Destaque para a apresentação de um novo autor de BD humorística, Carlos Rocha que apresentou o seu O Maior de Todos os Tesouros como parte integrante da colecção Toupeira.

Gary Erskine deu uma preciosa ajuda com o atelier “Entra no Mundo dos Comics” onde deu bastantes conselhos sobre como apresentar e melhorar um portfólio tendo analisado os de alguns autores presentes. Isto enquanto decorria na bedeteca as apresentações do Menino Triste de João Mascarenhas, Zona Zero e Celacanto.

Devido à sucessão de apresentações adiadas, todas estas apresentações ficaram atrasadas tendo a conversa com Craig Thompson sido adiada para as 18, altura em que infelizmente muitos de nós tiveram que sair.

De um modo geral penso que a edição deste ano fica marcada pelo “+”. + autores, + exposições, + pessoas, enfim, um festival mágico que já nos habituou a superar-se todos os anos.
Novidade nesta edição foi a sobreposição de vários eventos que infelizmente tornaram impossível assistir a todos, facto que comprova que o festival está a crescer bastante dando-se ao luxo de se dispersar em várias vertentes.
Este ano, os miúdos não foram esquecidos estando parte da programação bastante focada neles com os autores Rui Cardoso e Carlos Rocha disponíveis além de filmes e actividades para os entreterem.

De notar que a manga continua com a pujança habitual estando este ano representado com 4 (!) exposições (All-Girlz, All-Girlz Banzai, Luminus Box e Hugo Teixeira) além da apresentação do All-Girlz Galore e lançamento do Monótonos Monólogos de um Vagabundo – Entrevista com Hugo Teixeira.

O festival acabou neste último fim-de-semana e já se ouvem algumas críticas já habituais sobre a aposta no alternativo. A verdade é que, como já ouvi dizer, “o alternativo é o novo mainstream”. O chamado mainstream parece estar a definhar, pelo menos a ver nas editoras que editavam material traduzido, enquanto que os fanzines, edições de autor e outros com tiragens reduzidas são o que parece mais vingar num mercado que já viu (muitos) melhores dias. Percebo a crítica e de certa forma compreendo-a mas ainda me vão convencer que Craig Thomspon é alternativo! (dêem uma vista de olhos no catálogo da editora Fantagraphics).

Confirmados (em principio) para o próximo ano já estão Hypoolyte e Mike Mignola numa edição que Paulo Monteiro já descreveu que “Será o melhor de todos os festivais que fizemos e o pior de todos os que haveremos de fazer!”
Com estes nomes não há que enganar, mais uma vez será a melhor edição de sempre do festival alentejano.

Tenho que agradecer ao Paulo Monteiro pela possibilidade de estar presente para escrever esta rubrica e também por um excelente trabalho de organização que apesar de tudo deve ser provavelmente quem menos aproveita o festival estando ocupadíssimo a resolver problemas que os visitantes nem notaram.

26 July 2009

Remodelação e recomendação

Bons olhos vos vejam neste espaço esquecido. Quando lerem isto já estarei na romaria habitual para terras do sul e, portanto, deixo-vos com algumas remodelações na casa que bem precisa.

A Centralcomics recentemente mudou por completo o portal e, portanto, perderam-se textos e entrevistas que na altura se fizeram.

Para já estão recuperados os seguintes textos:
Entrevista com David Soares
Diário de Bordo I - FIBDA 2007, A Maioridade?
Diário de Bordo III - IV FIBDB
Diário de Bordo IV - Viñetas desde o Atlántico, um festival de lições
Diário de Bordo V - FIBDA 2008

À semelhança do Notas Bedéfilas, também irei programar uma série de posts automáticos para se entreterem com 2 novas rubricas (uma delas só a conhecerão quando a outra acabar).


E puxando ainda mais a brasa à minha sardinha, recomendo a compra do 6º volume da série Venham+5, um laboratório de autores, estilos e pequenas histórias onde o vosso anfitrião tem o conto de 4 páginas, Uma Última Contenda, com o desenhador Véte. Não saiu exactamente como planeado mas espero que entendam e gostem.
Dos outros contos não posso opinar porque vim de Beja sem nenhum exemplar para mim. Ofereci uma cópia à Sierra (deixa cá ver se ela se lembra de mim no futuro) Hahn e outra ao Gary Erskine para agradecer os 2 posters que ele me deu no final do festival (oh yeah, poster dos Tranformers e Dan Dare à borlucha) e não tive oportunidade (nem coragem) de pedir mais cópias ao Paulo Monteiro.

Não partam nada enquanto estou fora!

23 May 2009

V FIBDB


O Notas Bedéfilas já se adiantou. É verdade, o programa do festival já está disponível para consulta (cliquem aqui) e digo-vos... que programa!
Conversas com todos os autores internacionais, autógrafos (não muito tempo por isso, contenham-se!*) e uma excelente ideia de um workshop dado por Erskine para melhoria de um portfólio.

Da minha parte estarei presente para apresentar:

Voyager onde o oitavo episódio desenhado pelo Rui Ramos estará disponível na exposição na Biblioteca Municipal;

Venham+5 #6 será apresentado logo após à abertura do festival e estará à venda no Mercado do Livro de BD. Neste número da conhecida antologia está incluído o conto Uma Última Contenda, escrito por mim e desenhado por Véte;

Splaft! Catálogo do Festival Internacional de BD de Beja onde o texto A Arte Final - Gary Erskine da minha autoria sobre a vida e obra deste autor estará à vossa mercê (espero poder disponibilizá-lo aqui mais tarde).

Estarei presente de Sexta até Domingo por isso espero encontrar-vos por lá;)


Edit: E depois de um grande impasse, a cerimónia de entrega dos Trofeús Centralcomics já está marcada. Realizar-se-á no último fim-de-semana do festival, no dia 13 de Junho e onde os Murmúrios das Profundezas estão nomeados para Melhor Fanzine e Melhor Projecto de BD.


* - olha quem fala! Levou toda as obras que tinha do McKean e ainda avisa os outros para se conterem :P

16 May 2009

The Penny Dreadful #2 + CC Cadavre Exquis


Venho interromper esta pequena grande pausa no blog para vos dar conta de algumas novidades e como compensação pela paciência, sempre têm mais umas BDs para ler.

Utopia é um conto de 4 páginas criado para o FIBDA 2008 com argumento meu e desenho do José Pinto Coelho aka Burnay. Aproveitamos este material já pronto para participar na revista online (webzine? webmagazine?) The Penny Dreadful.

The Penny Dreadful trata-se de uma revista aberta a qualquer um que queria participar com artigos, poemas, BD, contos, etc. Normalmente restringida aos membros da Whitechapel, o fórum de Warren Ellis, qualquer um pode participar como e quando quiser desde que contacte Rick Evans, o mentor do projecto e autor da The Canadian Legion publicada pela editora Arcana Studios. Isso ou consultar o tópico correspondente aqui: The Penny Dreadful Needs Contributors!

Enquanto este conto não encontra uma casa definida (i.e., uma publicação física), fica aqui para lerem no 2º número de The Penny Dreadful. Para acederem, não vos custa mais do que registar e inserir nome, e-mail e idade.

Desculpem algumas coisas mázitas na legendagem mas apesar de ter uma versão melhor, a primeira legendagem foi a que seguiu para a revista.


* * *


E o Cadavre Exquis da Centralcomics está finalmente de volta!


A nossa página já está pronta há cerca de meio ano mas só agora é que o Daniel Maia deu sinais de vida (it's ALIVE!!). A legendagem foi feita por ele porque eu na altura não tinha o programa de legendagem a funcionar correctamente.

Apesar da mudança radical na história, as pranchas mais recentes parecem estar a acompanhar bem as transformações da história.

Brevemente novidades em relação ao Festival de BD de Beja deste ano.

20 March 2009

Interviewing Paul Duffield

The majority of you probably don’t recognize the name but you should. Mangaka with some published works, about an year ago he was shoot into fame when he was chosen to illustrate Freakangels, a webcomic created by the legendary Warren Ellis.

A grande maioria não deve reconhecer o nome mas devia. Mangaka com alguns trabalhos profissionais publicados, há certa de um ano atrás foi catapultado para o estrelado quando foi escolhido para ilustrar Freakangels, um webcomic criado pelo lendário Warren Ellis.

Freakangels is a 6 pages free weekly webcomic that has been published in TPB by Avatar and has a legion of thousands of fans worldwide. The 2nd volume is about to be published and Centralcomics couldn’t miss the opportunity to know the path of this rising star and ask his opinion about the controversial issue: comics vs. webcomics.

Freakangels é um webcomic semanal de 6 páginas gratuito que tem sido publicado em trade pela Avatar e que conta uma legião de milhares de fãs em todo o mundo. O 2º volume está prestes a ser publicado e a Centralcomics não podia perder a oportunidade de conhecer melhor o percurso desta estrela em ascensão e pedir a sua opinião acerca do polémico tema comics vs. webcomics.

Diogo Campos: For those who don't know Freakangels (and should be reading it because it's very good and FREE!), can you describe it in few words?
Paul Duffield:
Freakangels is a sort of steampunk sci-fi comic set in a post-crash, half drowned London. The central characters are the Freakangels clan,
a group of people who were all born at exactly the same moment, 23
years ago, with strange powers. They work to keep their part of London
functioning in a world where technology must be reinvented, and
survival is no longer a given.

Diogo Campos: Para aquele que não conhecem Freakangels (e que deviam ler porque é muito bom e GRÁTIS!), podes-nos descrevê-lo em poucas palavras?
PD:
Freakangels é uma espécie de BD de ficção científica steampunk passada numa
Londres meia afogada. Os personagens principais são o clã Freakangels, um grupo de pessoas que nasceram exactamente ao mesmo tempo, 23 anos atrás, com estranhos poderes. Eles trabalham para manter a sua parte de Londres a funcionar num mundo onde a tecnologia teve que ser reinventada e a sobrevivência não é um dado adquirido.




DC: How you and Warren did came upon with that kind of layout? It seems to be challenge telling a story always in the same format, the 4 panel page.
PD:
The panel layout was decided upon by Warren, since it was much easier to digest on a screen. It's actually easier for me, since I can treat each panel like a frame from a storyboard, and really put a lot of effort into each illustration without worrying about designing a complex layout as well.

DC: Como é que tu e o Warren chegaram àquele tipo de layout? Parece ser um desafio contar uma história sempre no mesmo formato, uma prancha de 4 vinhetas.
PD: O layout foi decidido pelo Warren já que era muito mais fácil de ‘digerir’ no monitor. Na verdade é mais fácil para mim, já que posso tratar cada vinheta como um frame de um storyboard, e dedicar-me realmente a cada ilustração sem me preocupar em planear um layout complexo.



DC: Since you're on the front line of webcomics with the wide known Freakangels, how do you see the future of comics in general?
PD:
I'm not sure at the moment. Webcomics aren't at the stage where they can easily replace print comics, and won't be for a long time in my opinion. At the same time, I think print comics have been stagnating in quality for a long time, and really need a big push to help them realise their potential and gain a wider audience with a wider range of genres. I know for sure that creators and publishers need to be trying as hard as possible to innovate, and not just settling for pleasing existing fans.

DC: Como estás na linha da frente dos webcomics com o bastante conhecido Freakangels, como é que vês o futuro dos comics em geral?
PD:
De momento não tenho a certeza. Webcomics não estão numa fase onde possam facilmente substituir os comics impressos, e não estarão por muito tempo na minha opinião. Ao mesmo tempo, penso que os comics impressos têm vindo a estagnar em termos de qualidade há já algum tempo, e realmente precisam de um empurrão que os ajude a perceberem o seu potencial e ganhar uma mais vasta audiência com uma ampla gama de géneros. Sei com toda a certeza que os criadores e editores precisam de tentar inovar o mais possível e não se contentarem simplesmente em agradar os fãs existentes.



DC: What comics do you usually read?
PD:
I'm mostly a mangá fan actually! I like to find non-mainstream mangá to read at the moment, and I'm really getting into western comics properly for the first time.

DC: Que BDs é que costumas ler?
PD:
Na verdade sou um fã de mangá! De momento, gosto de descobrir mangá fora do mainstream para ler e estou a entrar na banda desenhada ocidental propriamente pela primeira vez.



DC: Do you have any authors and/or titles you prefer?
PD:
My favourite authors at the moment are Jiro Taniguchi, Taiyo Matsumoto, Erica Sakurazawa, Miou Takaya & Osamu Tezuka. I also really like Craig Thompson, and I'm looking forward to Habibi.

DC: Tens alguns autores e/ou títulos que prefiras?
PD:
Os meus autores favoritos de momento são Jiro Taniguchi, Taiyo Matsumoto, Erica Sakurazawa, Miou Takaya & Osamu Tezuka. Também gosto muito de Craig Thompson e estou ansioso pelo Habibi.



DC: How was your first experience with comics? When you were younger, did you usually read comics?
PD:
I've read comics for most of my life, but I didn't really get into them in a big way until I discovered mangá as a young teenager. The mangá I read then were the first mature and complex storylines that I'd encountered in comics, and they really blew me away. From then on what was just a casual interest became an obsession.

DC: Como é que foi a tua primeira experiência com banda desenhada? Quando eras mais novos, costumavas ler BD?
PD:
Eu li BD durante a maior parte da minha vida mas nunca me dediquei até ter descoberto mangá quando era um adolescente. As mangás que lia na altura foram as primeiras histórias maduras e complexas que encontrei na BD e fiquei estupefacto com elas. A partir daí, o que era apenas um interesse casual tornou-se uma obsessão.



DC: So, your main (and only?) source is mangá? That's interesting because you have this style on Freakangels that, I think, it combines mangá with comics and European comics/franco-belgian. How do you define your work, especially on Freakangels?
PD:
Well, it turns out that after I'd really got into mangá, I'd read the small selection of very well-known titles that were on the shelves at the time, and I started looking for more obscure mangá artists. It just happened that most of the obscurer artists I encountered such as Taiyo Matsumoto, Jiro Taniguchi and Koji Morimoto were highly influenced by French and European comics themselves, and that's really where my current style originates from. With Freakangels I also consciously went with something a little more European than my previous work, since that euro-mangá look was exactly what Warren was going for.

DC: Então, a tua principal (e única?) fonte é mangá? Isso é interessante porque tens um estilo no Freakangels que, penso eu, combina mangá com comics e BD europeia/franco-belga. Como é que defines o teu trabalho, especialmente no Freakangels?
PD:
Bem, acontece que depois de ter entrado realmente na mangá, eu tinha lido uma pequena selecção de títulos muito conhecidos que estavam nas estantes na altura, e comecei a procurar por autores de mangá mais obscuros. Aconteceu que a maioria dos artistas que encontrei como Taiyo Matsumoto, Jiro Taniguchi e Koji Morimoto foram eles próprios altamente influenciados pela BD francesa e europeia e é daí que o meu actual estilo é originário. Com Freakangels eu também fui conscientemente para algo um pouco mais europeu que os meus trabalhos anteriores já que um look euro-mangá era exactamente o que o Warren queria.



DC: How and when did you decide you wanted to do comics for a living?
PD:
I think it's been something I've wanted to do for a long, long time. I've been drawing since I could first hold a pencil, and drawing comics since I first knew what they were, so it was just a natural progression. The only other artform that I'm equally attracted by is animation, which I studied at University.

DC: Como e quando é que decidiste que querias viver a fazer BD?
PD:
Penso que tem sido algo que eu queria fazer há muito, muito tempo. Eu desenho desde que consegui segurar um lápis, e desenho BD desde a primeira vez que descobri o que era, por isso foi apenas uma progressão natural. A única outra forma de arte que eu estou igualmente atraído é animação que estudei na Universidade.



DC: Do you have any advice to young creators who want to create their own projects?
PD:
Yes, definitely and it's quite simple really. Start small! A lot of beginners start with a huge idea or an epic storyline that they want to create, but more often than not it never gets finished. The best thing to do is to keep your massive ideas in note form, and practice on self-contained short stories, between maybe 5 and 10 pages. There are three advantages to this:
Firstly, it's great practice, and learning to keep your storytelling concise and clear (which it needs to be to tell a successful short story) is a very useful skill that will help you later in long-form storytelling.
Secondly, it's very uplifting to actually finish something, and it's a great sense of achievement that will help you keep your enthusiasm.
Thirdly, the first place most people get published is in anthologies of short stories, and having completed projects means you have something to give to publishers, and something that will fit easily in your portfolio for people to read and see your skills.

DC: Tens algum conselho para jovens criadores que queiram criar os seus próprios projectos?
PD:
Sim, definitivamente, e é bastante simples na verdade. Comecem pequeno! Muitos dos iniciantes começam com uma ideia enorme ou uma narrativa épica que querem criar mas é mais frequente que nunca a terminem. A melhor coisa a fazer é manterem as vossas ideias maciças em forma de notas e praticarem histórias curtas auto-conclusivas, entre talvez 5 e 10 páginas. Existem três grandes vantagens nisto:
Primeiro, é um bom treino, e aprender a manter as vossas histórias concisas e claras (que são necessárias para contar uma história curta com sucesso) é uma destreza muito útil que vos vai ajudar mais tarde em narrativas mais longas.
Em segundo lugar, é muito gratificante acabar realmente alguma coisa, e é uma grande sensação de realização que vos vai ajudar a manter o entusiasmo.
Terceiro, o primeiro sítio onde a maioria das pessoas é publicada é em antologias de histórias curtas, e tendo completado vários projectos significa que têm algo para dar às editoras, e é algo que cabe facilmente no vosso portfolio para as pessoas lerem e verem o vosso talento.



DC: Basically, what you recommend is the way you used. How was it like to be an unknown artist and then "bang!", working on a groundbreaking project with the legendary Warren Ellis?
PD:
I had done a few projects before Freakangels that were quite well distributed in the UK (including my first full book, which was mangá adaptation of Shakespeare's The Tempest). That being said, it was really something to suddenly be exposed to the international comics scene working on a project with such a well known writer! I'm still pretty shocked that I managed to get the job at all, and the exposure it's given me has been fantastic. Even more than a year into the project, I don't think it's completely sunk in!

DC: Basicamente, o que recomendas é o caminho que usaste. Como é que foi seres um autor desconhecido e de repente “bang!”, a trabalhar num projecto pioneiro com o lendário Warren Ellis?
PD:
Eu fiz uma série de projectos antes de Freakangels que foram bem distribuídos no Reino Unido (incluindo o meu primeiro livro que foi uma adaptação para mangá de A Tempestade de Shakespeare). Tendo dito isto, foi algo realmente extraordinário ser exposto na cena dos comics internacionais trabalhando num projecto com um tão conhecido escritor! Ainda estou em choque por ter conseguido o trabalho e a exposição que me tem dado tem sido fantástica. Mesmo após um ano neste projecto, não acho que ainda tenha realmente assentado!



DC: You do mangá workshops and tutorials, you have a project with Kate Brown, a "how to draw" project and on top of that, you do 6 pages per week for Freakangels. How can you keep up?
PD:
I also do a series of covers for Anna Mercury, another project that Warren's working on. I think the honest answer is sometimes I can't keep up! Everything else I do has to take a backseat to Freakangels, since that takes up so much of my time, but I try and find time to work on my other projects when I can, since I'm creatively very restless. I get itchy fingers if I haven't been drawing or writing for too long!

DC: Tu fazes workshops e tutoriais de mangá, tens um projecto com Kate Brown, um projecto “how to draw” e em cima disto tudo, fazes 6 páginas por semana para Freakangels. Como é que consegues manter o ritmo?
PD:
Também faço uma série de capas para Anna Mercury, outro projecto que o Warren está a trabalhar. Eu acho que a resposta mais honesta é que não consigo! Tudo o que faço tem que ficar em segundo lugar em relação ao Freakangels já que me consome imenso tempo, mas eu tento e encontro tempo para trabalhar nos meus outros projectos quando posso, já que sou incansável criativamente. Fico com comichão nos dedos se não desenho ou escrevo durante muito tempo!



DC: Freakangels is on its 48th episode and we're barely past the first 24 hours. How many episodes (years?) until we start to see the end of the tunnel?
PD:
Wow, I have no idea! I think Warren sees it as at least 10 volumes, but I may be wrong. I know for sure that it doesn't have a scheduled end at this point, and is likely to go on for as long as Warren wants to keep it running.

DC: Freakangels vai no seu 48º episódio e mal passamos das primeiras 24 horas. Quantos mais episódios (anos?) até começarmos a ver o fim do túnel?
PD:
Uau, não faço ideia! Penso que o Warren vê isto como pelo menos 10 volumes mas posso estar enganado. Sei com toda a certeza que não tem um fim agendado neste momento e é muito provável que continue enquanto o Warren quiser mantê-lo a correr.



DC: At this moment, volume 2 is wrapping up. Can you reveal something of the next volume?
PD:
I have a strong feeling we'll be seeing some more diverse locations soon. So far everything's been set in London, but there's a whole broken world out there to explore!

DC: Neste momento, o volume 2 acabou. Podes revelar-nos alguma coisa sobre o próximo volume?
PD:
Eu tenho a forte impressão que em breve vamos ver localizações mais diversas. Até agora tudo tem acontecido em Londres mas existe todo um mundo devastado lá fora para conhecer.



DC: Finally, any last words to our readers?
PD:
Well, hope you enjoy Freakangels, and thanks for taking the time to
read the interview! :) I'm happy to hear any feedback that readers
have, so if you want to get hold of me, just visit freakangels.com or
spoonbard.com

DC: Finalmente, algumas palavras para os visitantes da Centralcomics?
PD:
Bem, espero que gostem de Freakangels e obrigado por terem lido a entrevista! :)
Fico contente se ouvir algum feedback que os leitores tenham, por isso se quiserem falar comigo, simplesmente visitem freakangels.com ou spoonbard.com


If you want to use this interview, be my guest but please let me know. My contact is in my profile.