16 September 2010

Utopia

Utopia is (was?) a 4 page, black and white comic story drawn by José Pinto Coelho, aka Z!, made for the 2008 edition of Amadora’s International Comics Festival (FIBDA) which had a science fiction theme. The inspiration (let’s call it that) came from all the sci-fi comics I had at home. I selected the 2 or 3 best ones and mixed their subjects into a single story.
Surprisingly the story wasn’t exhibited even though Z!'s art was so worth it.
 
Without finding some way to publish the story, I found an online edition looking for submissions. Created by Richard Evans, creator of The Canadian Legion, so that the members of Whitechapel, Warren Ellis’ message board, could participate with any kind of work (poetry, articles, photography, comics), The Penny Dreadful was open to anyone who wished to see their works published online.
   
With Penny Dreadful on a (permanent) hiatus, we decided to end this pursuit of a permanent home to the story by publishing it for good through the good old ink-on-a-sheet-of-paper method. Enter Zona Fantástica, a fantasy themed anthology presented at Fantasporto, Oporto’s horror and fantasy cinema festival.
It wouldn’t make sense to have a black and white comic in a full color book so Fil volunteered to do the colors and a new lettering.


In May 2010 Beja’s International Comics Festival exhibited the most recent Zona publication and, with Utopia available within the pages of Zona Fantástica, one of the pages was displayed in Casa da Cultura where the main exhibitions were available alongside with amazing artists such as Niko Henrichon, Fábio Moon and Gabriel Bá, Hippolyte, Fabio Civitelli or Dame Darcy.

This tale is available for free to anyone who read it at The Penny Dreadul #2

03 September 2010

News from the front

Antes de atirar com todos os Diários de Bordo atrasados para o blog e dar a conhecer os meus trabalhos mais recentes, tenho que mostrar o que esteve na origem de muitas demoras a actualizar o blog.


Como já tinha dito, passei 3 semanas na Dinamarca a trabalhar no Bang & Olufsen Innovation Camp 2010 no programa Conceptual Design and Development of Innovative Products num ambiente espectacular. 6 grupos de estudantes de 6 universidades de 6 países (Portugal, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, República Checa, Polónia) reunidos com um único propósito: criar produtos inovadores para uma marca onde inovação é o pão nosso de cada dia.
 
3 semanas na sede da empresa numa cidade chamada Struer, onde há sol das 4 às 23h (muitas insónias nos primeiros dias). A cidade em si era bem pequena (20 mil habitantes?) com apenas 5 bares para visitar à noite e o comércio ao fim-de-semana fechava às 13h. O tédio meus amigos, o tédio... O tédio que só chegou no último dia e meio quando toda a gente se tinha ido embora e os tugas tinham queimar tempo até à hora do vôo.

As actividades foram excepcionais. Não havia tempo para respirar com excursões às vilas nos arredores, museu local, praias, monumentos, ainda tivemos direito a uma visita a Aarhus onde nos mostraram a sede da Vestas, empresa líder no ramo das eólicas, e o Innovation Lab (o meu novo emprego de sonho), uma empresa não lucrativa que identifica e analisa as próximas tendências culturais, tecnológicas e sociais. 

O trabalho foi muito bem delineado por parte da B&O. Adquiri-se um ritmo de trabalho tal que no final parecia impossível termos criado um protótipo funcional em tão pouco tempo. O resultado deste trabalho foi também uma patente! Primeira vez que a empresa regista uma ideia de um grupo de estudantes. Infelizmente por razões legais não posso falar do produto mas isso não impediu os jornalistas que estiveram presentes no último dia de escreverem uns artigos onde descrevem com algum detalhe o produto que o meu grupo fez.

Deixo-vos com alguns links de jornais onde poderão encontrar detalhes sobre o este Summer School e os produtos produzidos. A maioria está em dinamarquês mas experimentem o tradutor do Google que funciona surpreendentemente bem quando se selecciona Dinamarquês -> Inglês: MyNewsDesk, Ingeniøren, Politiken, DR, FyensFlatpanels HD, BeoPhile, Engineering College of Aarhus (estes três últimos em inglês) além de uma reportagem televisiva para a TV2, um canal regional, onde se podem ver alguns dos protótipos.

No final ainda tivemos direito a uma prenda, o produto mais barato do catálogo deles, uns auscultadores que custam a módica quantidade de 150 a 200€. Valem todos os cêntimos pois tem uma qualidade de som do c@r@lho! Aliás, todos os produtos desta marca têm uma qualidade extraordinária. O problema é ter carteira para eles...


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Este é muito provavelmente um dos meus últimos posts em português. Recebo visitas de estrangeiros no blog graças à entrevista ao Pat Mills que entretanto alguém adicionou à sua página da Wikipédia e se isso chamar atenção de editores para o meu trabalho, é preferível que eles entendam o que escrevo.
Como já devem ter reparado, o blog lavou a cara e a acompanhar a mudança de visual, vai também sofrer alterações na "programação". Ficar-me-ei pelos Diários de Bordo e Sketchs Amealhados (assim que descobrir um sítio para fazer upload das imagens) servindo mais para divulgação do meu trabalho. Isto não quer dizer que volta e meia não divulgue algo que tenha lido que tenha que partilhar convosco.

25 May 2010

VI Festival Internacional de BD de Beja

A periodicidade deste blog vai continuar a sofrer muitos atrasos e as teias de aranha vão continuar a acumular-se. Não falta material para deixar aqui (Diários de Bordo, falar sobre projectos lançados e por lançar, reformular a cara do blog) mas a falta de oportunidade é tremenda e o facto da minha conta no Flickr estar a rebentar pelas costuras também não ajuda a falar de mais autógrafos desenhados.

Ainda para mais, em Junho/Julho irei ausentar-me do país. 3 semanas na Dinamarca com pessoal de toda a Europa num programa a 3 partes: Universidade do Minho, Universidade de Aarhus e a empresa Bang & Olufsen.


E é chegada a altura do ano onde se faz a peregrinação obrigatória a Beja. A programação continua a deixar-me de queixo no chão ano após ano.
Gostaria de ter o dom da ubiquidade pois não vou ter tempo para assistir a metade da programação. Ficam aqui os horários das minhas participações:

DIA 29 MAIO, SÁBADO
15h00
Lançamento do Splaft! n.º 6, catálogo do Festival.
Depois do texto sobre a vida e obra de Gary Erskine (A Arte Final), calhou-me falar sobre o virtuoso Niko Henrichon num texto recheado de fábulas.
DAS 16h00 ÀS 16h15
Lançamento do fanzine Venham + 5 n.º 7 (Bedeteca de Beja).
Com mais um conto do Detective Zombie, personagem que terei que voltar a falar dentro de dias (semanas), numa tentativa de homenagem/paródia ao Dark Knight Returns do Frank Miller.
DAS 17h30 ÀS 18h00
Dois dedos de conversa - Diogo Campos com Niko Henrichon.
Desejem-me sorte. Meia hora a tentar falar com um artista deste nível vai ser uma prova difícil:)

DIA 30 MAIO, DOMINGO
Das 15h45 às 16h00
Apresentação do projecto Voyager, por Diogo Campos, Diogo Carvalho e Rui Ramos, do colectivo R’lyeh Dreams.
Praticamente finalizado, o projecto não ficou pronto a tempo de ser lançado neste festival. Um ano depois voltamos para vos dar a conhecer o andamento do projecto e mostrar aquilo que será o próximo livro do colectivo.
EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
Zona na Casa da Cultura
Com uma prancha do conto Utopia (argumento meu, desenho do Z! e cores e legendagem do Fil) publicado no Zona Fantástica.

Toupeira na Galeria do Desassossego
Com as participações que fiz com o Véte para este fanzine.

Avenida Marginal no Instituto Politécnico de Beja
Originalmente concebida para este concurso, a primeira prancha do Detective Zombie publicada no Zona Fantástica marcará presença nesta exposição.

24 February 2010

Zona Fantástica

Associando-se à edição de 2010 do Fantasporto, o "colectivo" Zona produz a sua terceira antologia. Depois de Zona Zero e Zona Negra chega o ambicioso Zona Fantástica. 80 páginas a cores, 29 contos de 34 autores, 5 dos quais do Brasil, Argentina e Espanha.

Da minha parte, colaborei com o Fil (cores), José Pinto Coelho (desenho) e Véte (arte) em 2 contos, um dos quais já conhecem (está disponível nos links à vossa direita), e sobre os quais falarei brevemente.

Para ficarem a saber os autores e obras publicados neste número, cliquem aqui.

Dia 4 de Março às 18:30 no Espaço Cidade do Cinema instalado no exterior do teatro Rivoli irão estar presentes vários autores deste número (eu incluído) que irão falar acerca dos trabalhos publicados e gatafunhar os livros que quiserem.
Para os que marcarem presença no evento, o Zona Fantástica terá um preço especial de lançamento.



Joining the 2010 edition of Fantasporto, the "collective" Zona produces their third anthology. After Zona Zero and Zona Negra comes the ambitious Zona Fantástica. 80 color pages, 29 stories from 34 authors, 5 of which from Brazil, Argentina and Spain.

As for me, I collaborated with Fil (colors), José Pinto Coelho (drawings) and Véte (art) on 2 stories, one of them you already know (it’s available in the links at your right), and on which I will talk about soon.

For those who want to know more about the authors and works published in this issue, click here.

On March 4 at 18:30 in Espaço Cidade do Cinema installed outside the Rivoli theater several authors will be present (myself included) to talk about the works published and smear all the books you want.
For those who attend the event, Zona Fantástica will have a special launch price.

06 October 2009

Hellblazer: Shoot

Argumento: Warren Ellis
Desenho: Phil Jimenez e Andy Lanning
Editora: Vertigo


Este comic que nunca viu a luz do dia está disponível para vossa leitura ilegalmente (obviamente) nos links mais abaixo. Escrito nos idos tempos em que o Warren Ellis escrevia o título Hellblazer, diz-se que este comic foi a razão do Ellis ter batido com a porta na Vertigo abandonando o título e, até hoje, sem voltar colaborar regularmente em títulos directamente ligados à editora.

Como já é hábito dos autores da british invasion, o facto de estarem alienados e poderem olhar com outros olhos para a sociedade americana permite-lhes mostrar aquilo que eles não querem ver. A razão do afastamento desta história das bancas foi o facto de ter ocorrido o massacre de Columbine antes da publicação do mesmo. Apesar da história estar pronta, a editora achou por melhor não lançá-la o que levou a sérios protestos do escritor. Resumidamente a Warner e DC acobardaram-se e acharam por bem ignorá-la. Assim, aquele que iria ser a revista Hellblazer #141 não viu a luz do dia até hoje, 10 anos volvidos.

Este embrólio todo não deixa de ser irónico pois, conforme podem ler, qual catarse do massacre, esta história funcionaria mil vezes melhor para abanar consciências (assim como o Columbine do Gus van Sant ou ainda o documenário do Michael Moore) por não ter medo de mostrar a realidade crua e dura em vez da já habitual atitude de enterrar a cabeça na areia e culpar a televisão, jogos de vídeo ou... sim, adivinharam, os "comic books" de todos os males.

O senado americano decide abrir uma investigação às causas dos recentes tiroteios e massacres em escolas entre alunos. A psicóloga responsável pela investigação aproveita para escrever uma tese acerca da patologia de massacres premeditados e a psicologia das vítimas. Obcecada com o caso, ela inclusive adormece todos os dias a ouvir a gravação do suicídio em massa de Jonestown e assiste repetidamente às gravações dos tiroteios. Mas é nesses vídeos que ela repara que existe algo comum a alguns recentes vídeos: um homem inglês de meia idade de gabardine.

Sim, é o nosso conhecido e velho amigo John Constantine que deu um salto ao outro lado do Atlântico a pedido de um amigo para descobrir o que aconteceu ao filho que foi morto num massacre idêntico no Louisiana. Convido-vos a ler e reflectir neste que é um dos melhores contos do personagem que li até hoje (não foram tantos quanto isso hehe).

Este conto pode ser lido aqui ou aqui mas atenção, despachem-se porque mais cedo ou mais tarde a DC irá descobrir estes sites e exigir a eliminação dos ficheiros, ainda para mais que o Warren Ellis no seu site/blog voltou a acordar as hostes para esta história.

03 October 2009

Sketch Amealhado #9

FILIPE ANDRADE



O primeiro sketch do FIBDA 2007, da autoria do Filipe Andrade. Ainda na altura que o BDjornal saía regularmente, BRK fez grande furor no mundo bedéfilo pelo facto de uma dupla desconhecida até então ter feito um projecto tão arrojado e mediático.
Filipe Pina e Filipe Andrade, a conhecida dupla da série BRK, também têm um conto no Venham+5 #5 e preparam um livro infantil.

Tendo feito este desenho a lápis no FIBDA, decidi que o desenho ficaria melhor finalizado a tinta e portanto esperei pela próxima vez que encontrasse esta dupla. No IV Festival de Beja em 2008, aproveitei para lhes pedir que me "finalizassem" o desenho. Pior a emenda do que o soneto, todos concordamos que devia ter deixado o desenho como estava e agora espero pela próxima oportunidade para conseguir um novo desenho.

19 September 2009

Sketch amealhado #8

PEDRO PIRES



Mais um excelente autor português. Apesar de passar despercebido publicou uma BD de grande sucesso pela Devir, Anjos e Outras Armadilhas que hoje se encontra esgotadíssimo além de dois contos para a Colecção Quadradinho.

Facto curioso sobre este autor é que ele é daltónico. Mas este problema em nada diminui o seu talento já que lhe permite, e isso é muito evidente nas suas obras a cores, usar uma palete fora do normal.

Este desenho foi feito na festa de Halloween de 2006 da loja Centralcomics. Na altura o autor não tinha canetas com ele tendo feito este desenho com a única caneta que eu tinha, uma Rotring a tinta-da-china com um bico de 0.5 mm! Verdadeira paciência de chinês e grande dedicação que o autor teve neste espectacular desenho utilizando uma caneta tão fina.

12 September 2009

Sketch amealhado #7

DERRADÉ





Outro autor que abrandou muito significativamente a sua produção de BD é o Derradé. Outrora um grande nome do humor português, chegou a lançar uma revista humorística HL Comix que infelizmente teve pouca duração. A maioria das histórias que iria formar o 3º número da revista estão no hilariante Moda Foca. Da sua autoria ainda se encontram Fúria e Fava! além de Pai Natal: Um Estudo Morfológico (este em colaboração com Geral), todos lançados pela Polvo.

Este desenho dos The BadSummerBoys Band foi feito durante a entrega dos prémios Amadora 2006, a mais curta visita que alguma fiz ao festival. Estando a entrega programada para um local longe do Forúm Camões, a organização forneceu autocarro a quem quisesse ir. Tendo o Derradé ficado para trás, pedi-lhe então para me assinar algumas obras onde ele tinha participado além de um desenho no meu bloco enquanto eu, o Diogo Valadas e o Hugo Jesus fomos à entrega.

Para aqueles que estiveram presentes e se recordam, os autores João Mascarenhas e José Abrantes tiveram uma forte claque no fundo da sala. Eramos nós que sempre que ouvíamos o nome dos autores fazíamos uma algazarra como se fosse a final de algum mundial de futebol. De momento não me lembro dos resultados mas tenho ideia de que o Mascarenhas ganhou o trofeú para melhor fanzine com o segundo número do Menino Triste.