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21 July 2008

Inglorious Basterds

Já está disponível na net para quem tiver paciência para o ler o guião do novo filme de Quentin Tarantino Inglorious Bastards a.k.a. Inglourious Basterds. (Eu tive paciência. Ok podem argumentar que estou de férias e tal mas é o TARANTINO!!! Não ia desperdiçar uma oportunidade destas de spoilar o filme todinho lol)
Aparentemente disponível em exclusivo para o site ANIMAL, o estilo inconfundível de diálogos, cenas a preto e branco, sangue e muito gore tão característicos do Tarantino parecem confirmar a autenticidade do guião.

Passado durante a II Guerra Mundial, o tema resume-se basicamente e mais uma vez a vingança… Simples e pura vingança! Desta vez de Judeus às atrocidades dos Nazis.
Com duas estórias em paralelo que se vão encontrar a dada altura, seguimos as desventuras de uma sobrevivente judia e de um grupo infiltrado de soldados judeus americanos.


Tarantino neste novo filme (e se o guião for mesmo este) consegue juntar dois estilos muito utilizados no cinema: o do/da judeu/judia que tenta sobreviver no meio de um país que a persegue (temos o exemplo do Pianista) e o do pequeno grupo de soldados infiltrado nas linhas inimigas a cumprirem missões (Resgate do Soldado Ryan).

O tema da vingança desta vez é servido nestas duas estórias. Temos uma jovem judia que teve a sorte de sobreviver ao massacre da sua família e que por acaso do destino fica com um cinema para gerir preparando uma vingança muito especial aos nazis e temos o grupo de soldados judeus americanos que se infiltraram para um único propósito: espalhar o terror entre as tropas alemãs de todas as formas possíveis (que é como quem diz, cenas que só podiam ver de uma mente tarantinesca).

Apesar do ambiente fugir bastante do que é costume do Tarantino, asseguro-vos que o estilo dele neste guião está lá todo:
- o tema recorrente da obra deste realizador dá pano para mangas em qualquer época ou cenário;
-tiroteios e explosões sangrentas como já nos habituaram;
-os famosos diálogos;
-as cenas a preto e branco bem escolhidas;
-os gags e coincidências cósmicas habituais (lembram-se no Pulp Fiction da cena do Bruce Willis pugilista e do patrão dele? Há uma ou duas desse género);
-cenas gore, muito gore (menos que no Kill Bill mas violentas graficamente).

Arrisco-me a dizer que é uma estória nada habitual num filme deste género já que o costume é seguirem mais ou menos fielmente os acontecimentos históricos. Aqui a liberdade artística é levado a um belo extremo.

Esperemos que não demore tanto tempo a filmar como demorou a escrever este guião (5 anos). Mais um filme para a colecção que mal posso esperar.

PS-Ele que abuse do corrector ortográfico quando passar o guião para o computador porque aquilo está cheio de erros...

23 May 2008

Dream of Californication

Antes de mais, as minhas sinceras desculpas para com a meia dúzia de seguidores deste estaminé mas as últimas semanas têm sido (e vão) ser complicadas. Ainda pensei deixar o blog parado mais um pouco até surgir o meu "Diário de Bordo" do Festival de BD de Beja mas deixo-vos com outra coisa:
Desta vez venho-vos falar provavelmente da melhor série do momento dentro do seu género. Como devem ter percebido, trata-se da série Californication. E que poderá ter esta série de especial? Bem, basicamente... tudo.

Num artigo que o David Soares publicou algures, ele falava no papel de escritor e/ou argumentista que é muitas vezes esquecido e deixado para 3º ou 4º plano em detrimento da arte (caso da BD) ou dos actores, realizadores e outros "ores" que montam o espectáculo. But fear not, my writing friends!!! CALIFORNICATION IS HERE!!

Hank Moody é um escritor de relativo sucesso e uma sólida base de fãs. É muito bom e reconhecido em diversos circuitos. Com apenas 3 romances publicados ao longo de muitos anos (e mais umas curtas e essas coisas que os escritores mais conhecidos têm que fazer para pagar as contas lá de casa) vê finalmente o seu trabalho "valorizado" quando o seu livro God Hates Us All é transformado num filme chamado A Crazy Little Thing Called Love com Tom Cruise e Katie Holmes nos principais papéis (antes que corram para o IMDB Cruise-lovers, este filme NÃO existe! Foi criado apenas para a série). Mais não é preciso dizer para perceberem que o filme é considerado uma valente porcaria mas o retorno financeiro para o nosso querido escritor é bem evidente. Hank em algumas tiradas bem inspiradas, faz a folha ao realizador do "filme" e mais não digo para apreciarem devidamente estas cenas míticas.

Para fazer este filme, Hank e a família (a deusa Karen e Becca, a filha rock star genialmente precoce) mudam-se de Nova Iorque para Los Angeles de forma a Hank acompanhar a rodagem (chamemos-lhe massacre) do filme inspirado no seu livro. O tempo passa e L.A. definitivamente não é o sítio para esta tripla. O espectador apanha a vida de Hank numa péssima altura e só aos poucos é que descobre o que efectivamente aconteceu para a Karen ficar noiva de um tipo sem interesse e mudar-se com a filha para a casa dele, Hank, num estado de total bloqueio criativo há já algum tempo devido à adaptação do seu livro, navegar por um mar de libertinagem, álcool e pussies como se não houvesse amanhã e ainda o porquê do estado em que se encontra o Porsche da personagem principal (sim, até isso tem o seu interesse. Aquele carro tem carácter e um historial por trás que só visto).

Logo nos primeiros episódios assistimos a um dos engatanços de Hank que mais estranhos resultados vai produzir e que ficarão definitivamente na História da televisão e cinema. A história pouco avança mas esse mítico David Duchovny prende-nos a atenção com uma das mais interessantes personagens vista na televisão.

David é um pequeno deus nesta série, completamente à vontade numa personagem que faz tudo para que a sua vida não se desfaça ainda mais mas ao menos tempo não quer saber e leva tudo na boa. É a personificação do que melhor e pior existe num mundo que muitos almejam atingir, Hollywood.

Para aqueles que conseguiram acompanhar a pedalada dos primeiros episódios, a sua dedicação à série é imediatamente compensada. Tudo o que tem acontecido tem ou vai ter um peso, algumas vezes bem grande, no futuro. Aos poucos vamos perceber como é a vida deste escritor e quem sabe, de outros, que vivem sempre com o fantasma de um bloqueio criativo à espreita.

Finalmente a justa homenagem a uma vida que supostamente não tem interesse em ser mostrada como muitos pensam. Inúmeros filmes sobre músicos, pintores e outros artistas têm sido feitos mas sobre escritores e o que é realmente viver da escrita, arrisco-me a dizer que esta série é pioneira.

Não vos queria estar a contar mais coisas para não perderem pitada desta série. Cada episódio tem apenas 25 minutos mas estes 25 minutos valem mais do que muitas horas de muito cinema e televisão que tenham visto. Às vezes a série é criticada por "não ter história" mas acreditem, ela está lá... E chama-se Hank Moody!

Atenção que isto é material para maiores de 18. A Showtime, canal "financiador" da série, não tem quaisquer problemas em meter cenas muuuiiito explicitas e que já valerem muitas censuras e protestos de puritanos. E com alguma razão se não forem vistas dentro do contexto. Há muita coisa que nem passariam pela cabeça de muita gente.

14 April 2008

Loop station (II): Death Proof


Decidi mudar a ideia por detrás da Loop station. Em vez de mostrar o disco que está constantemente a passar no estaminé, vou mostrar o que anda a rodar por cá apresentando também o filme. Isto porque a grande maioria dos discos que ouço são bandas sonoras.
Perdida a oportunidade de comentar o filme Sweeney Todd e a banda sonora de Juno (se encontrar barato e me entusiasmar, talvez escreva qualquer coisa), passo agora para Death
Proof
.

Apanhei o disco em promoção mais uma vez num daqueles super-mercados culturais que todos conhecemos para o bem e para o mal (especialmente das carteiras).

Passado tanto tempo depois de ter visto o filme no cinema, ao ouvir o cd, cheguei a uma vergonhosa conclusão: não me lembrava de nenhuma cena à excepção da lap dance e mesmo essa foi muito esforço de memória. Não reconhecendo as músicas, tive que rever o filme.

Bem, ainda mais envergonhado fiquei. Como foi possível deixar passar tantas cenas memoráveis?!?
Nesta segunda visualização, dei mais atenção à banda sonora e, como sempre, é soberba e incrível.
Os diálogos são tantos e tão bons que a banda sonora peca por não ter mais mas os principais estão lá. Dou destaque obviamente ao diálogo onde nos é apresentado Stuntman Mike, a definitiva ressurreição de Kurt Russel para os grandes papéis.

Em relação às músicas, que há mais para dizer? Mais uma prova que Tarantino é tão bom realizador e escritor como conhecedor de música. Grande parte da alma dos filmes dele vive das músicas, onde cenas memoráveis só são isso mesmo, memoráveis, por culpa das músicas. Quem viu o filme mas ainda não teve oportunidade de rever ou de ouvir a banda sonora, antes de mais que procure a The Coasters - Down in Mexico... Anos 60 e 70 em alta!


Em relação ao filme, os fãs de Tarantino têm uma relação de amor-ódio com esta metragem.
Há aqueles que adoram o filme. Os mesmos diálogos espectaculares, uma perseguição de automóveis como já não se via há muitos anos (note-se que este filme não teve uma única pitada de CGI, é tudo carroçaria e chapa a desfazer-se a 200km/h), um "vilão" que mete medo ainda antes de sabermos quem ele é, raparigas giras, acção... Enfim, o cocktail habitual que presenteia os mais entusiastas com piscadelas de olho ao Kill Bill e à segunda metade deste Grindhouse: Planet Terror.

E existem aqueles que não gostam e até teriam alguma razão mas simplesmente não entenderam a mística deste filme. Sim, é mau, tem pouca estória, final abrupto mas é essa a piada do filme. É daqueles tão mauzinhos que é genialmente bom. Um verdadeiro Grindhouse feito para divertir e entreter.
É essa a mística por detrás dos filmes Grindhouse, um filme para entreter, barato e mau.

Um clássico instantâneo que tanto poderia ser apreciado na época dourada dos Grindhouse como nos dias de hoje!


PS - Em Novembro vai sair Kill Bill: The Whole Bloody Affair. Ainda não se sabe pormenores sobre os extras mas já estão prometidos 4 (!) discos e fala-se que o Tarantino juntou os dois filmes num só, coloriu as cenas a preto e branco, acrescentou algumas cenas apagadas (censuradas para poder obter a classificação "Restricted" que penso que seja um "16+" já que esta nova versão será "Rated 17+", o nosso "18+") e mexeu na ordem das cenas para aquilo que ele estava a pensar fazer originalmente.

14 March 2008

Loop station (I): Pies! Pies! I want pies!

Em constante rotação cá pelo estabelecimento, tenho a banda sonora do Sweeney Todd. Não querendo denegrir o trabalho do senhor, longe disso, já fazia falta uma OST de um filme do Tim Burton que não fosse composta pelo Danny Elfman.


Não tenho hábito de comprar CDs porque, além de estupidamente caros, prefiro sempre as bandas sonoras. O problema é que além de esporadicamente se encontrarem OSTs de jeito, os preços demoram ainda mais a baixar e são incompreensivelmente mais altos (mas ligeiramente). Não entendo como a banda sonora do The Fountain possa custar 21€ nos supermercados que começam por F e acabam em C e sejam raríssimas as que estejam abaixo de 14€.

01. Opening Title 3:30
02. No Place Like London 5:32
03. The Worst Pies in London 2:23
04. Poor Thing 3:09
05. My Friends 3:48
06. Green Finch & Linnett Bird 2:16
07. Alms Alms 1:16
08. Johanna 1:57
09. Pirelli s Miracle Elixir 2:00
10. The Contest 3:39
11. Wait 2:38
12. Ladies and Their Sensitivities 1:23
13. Pretty Women 4:27
14. Epiphany 3:16
15. A Little Priest 5:15
16. Johanna 5:42
17. God, That s Good! 2:46
18. By The Sea 2:19
19. Not While I m Around 4:11
20. Final Scene 10:21
Esta banda sonora é obrigatória para quem gostou do filme. Basicamente tem todas as músicas do filme na ordem original da película.
Estamos praticamente a assistir ao filme só faltando as imagens. Temos os diálogos originais ligeiramente editados para se compreender o contexto do que é cantado e sem outros sons que possam atrapalhar a música como sons de passos ou pessoas a serem degoladas hehehe.

A interpretação dos actores é fabulosa e é impossível ter apenas uma ou duas músicas preferidas. Das 20 músicas que compõem o disco, as que estão a negrito são as que mais ouço e dou por mim acompanhar os actores nos cantos.

Uma compra que vale bem a pena.

03 March 2008

Thundercats are GOOO!!!

Não perceberam? Então que estão à espera para ver Juno?

Decididamente um dos filmes do ano! Desde o Ghost World (Mundo Fantasma entre nós) que não (ha)via um filme sobre adolescentes tão cativante, simples e arrojado.

Juno MacGuff (!) é uma rapariga de 16 anos que engravida do seu melhor amigo. Desistindo do aborto, decide entregar o filho a uma família de adopção que descobriu num folheto de cupões de promoções de supermercado (!!).
Ao contrário de um normal relacionamento, as duas personagens só se vão apaixonar mais tarde. Uma relação ao contrário que começou com uma gravidez.

O humor é simples e ligeiro e dá-nos pérolas como a do título deste post.
Conforme vamos acompanhando a gravidez ao longo do filme e do ano, vamos conhecendo uma personagem diferente e muito interessante e todos os que a rodeiam.
A família é uma ligeira maluqueira, o casal que vai adoptar o bebé são o completo oposto um do outro apesar da química entre os dois e os amigos são do mais normal e, ao mesmo tempo, interessante que pode existir.
Faz-nos desejar voltar àquela idade e termos tido uma adolescência parecida, com gente interessante para conhecer e viver sem grandes preocupações (tirando uma gravidez, nada de mais hehe) .

As referências a várias áreas são abundantes e interessantes (passam pelo mundo da música, cinema de horror e um pouco de banda desenhada).

Ellen Page foi responsável, em grande parte, pela sugestão de bandas e cantores para a banda sonora e isso nota-se pela excelente qualidade da mesma. A sugestão para usarem músicas dos The Moldy Peaches e Kimya Dawson partiu dela. Page (e Michael Cera) não se livraram de interpretar uma das músicas dos The Moldy Peaches no final do filme que também está na banda sonora e qeu se recomenda vivamente.

EDIT: Não entendo que haja gente que vê o filme e ache que é simplesmente "giro". "Giro"?!?
Giro é o Winnie the Poo! Giro é um filme de um livro do Nicholas Sparks!
Sinceramente, um caso PaP (pérolas a p...).