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28 February 2013

Voyager em exposição

Há mais de um ano atrás o Colectivo R'Lyeh Dreams teve algumas pranchas da sua obra Voyager em exposição na Livraria Centésima Página em Braga. Alguns membros do colectivo estiveram presentes para apresentar a obra assim como o autor Hugo Teixeira a apresentar o seu Mahou - Na Origem da Magia.

Um ano volvido, ficam algumas fotos da exposição que esteve disponível durante Janeiro do ano passado.


O Workshop de Banda Desenhada superou as expectativas. Tivemos cerca de 20 crianças entre os 6 e 13 anos que, após uma pequena introdução ao mundo da banda desenhada, criaram por si uma história em banda desenhada. Foram definidos alguns elementos em comum da história (um menino encontra uma árvore mágica que dá frutos dourados) e as crianças foram deixadas à vontade para terminarem a sua própria banda desenhada de uma página. Os resultados foram surpreendentes não tendo havido histórias parecidas entre si apesar do tema e elementos em comum.

A livraria teve a amabilidade de ceder um espaço onde as obras criadas pelos participantes estiveram em exposição durante cerca de um mês.

25 January 2012

MAB Invicta - Esclarecimento

Serve este post para esclarecer que desde o passado dia 18 de Janeiro não tenho qualquer ligação com o evento MAB Invicta (mais informações acerca do mesmo aqui).

Recentemente tomei conhecimento de que conhecidos meus estariam a ser informados das razões para a minha expulsão por parte da organização. Sendo esta uma matéria do exclusivo foro interno da organização, este facto força-me a esclarecer a situação publicamente.

Por motivos de ética e postura pessoal, não irei aqui especificar todos os contornos deste caso mas pretendo esclarecê-lo minimamente devido a ter, até dada altura, envolvido vários conhecidos meus, desde autores a parceiros comerciais.

O motivo que despoletou esta situação deve-se a uma notícia promocional sobre o evento. Contactado por um jornalista, tratei de fornecer ao mesmo os dados previamente definidos pela organização. Devido a ter sido citado como sendo um dos organizadores, este facto foi interpretado como sendo um abuso da minha parte pelos restantes membros da organização.

Qualquer esforço da minha parte para esclarecer o mal-entendido revelou-se infrutífero. Embora lamente o sucedido, não assumo culpas além daquelas que eram então as minhas responsabilidades.

Esclarecido este fait-divers, e apesar dele, desejo sucesso ao projecto bem como a todos os envolvidos.

22 December 2011

Exposição Voyager e apresentação de Mahou, 7 de Janeiro em Braga

O dia 7 de Janeiro na Livraria Centésima Página em Braga será dedicado exclusivamente à Banda Desenhada.

O Colectivo R'Lyeh Dreams (responsável pelo Murmúrios das Profundezas e Voyager) tinha a ideia de apresentar o primeiro volume do Voyager em conjunto com uma exposição acerca do personagem. Não sendo possível por questões de agenda da livraria, marcou-se o mês de Janeiro para a mesma. Além da exposição onde poderão ver exemplos das várias etapas de criacção do livro e ainda ler alguns dos contos de uma página que irão estar expostos, falar-se-á um pouco do segundo volume de aventuras do Voyager que está a ser preparado e ainda contar com a presença de um outro autor de banda desenhada.

O Hugo Teixeira está em digressão pelo país a apresentar o seu mais recente livro, Mahou - Na Origem da Magia, escrito pela sua companheira Ana Vidazinha e decidiu-se criar um dia dedicado exclusivamente à banda desenhada na livraria.

Aproveitando a presença de tantos autores, a tarde será dedicada a apresentações de várias vertentes da nona arte: apresentação de novidades editoriais, criacção de banda desenhada através de um workshop e ainda uma exposição onde se demonstra o processo de criação de um livro.

Marquem nas vossas agendas o dia 7 de Janeiro que contará com o seguinte programa:

15:30 - Workshop de Banda Desenhada com Hugo Teixeira e membros do colectivo R'Lyeh Dreams
Workshop de banda desenhada organizado por Hugo Teixeira (Mahou - Na Origem da Magia) e membros do Colectivo R'Lyeh Dreams (Voyager).
Explora os teus universos de fantasia e aventuras e aprende a fazer uma banda desenhada. Acompanhamos-te desde a origem da ideia, argumento e desenho até teres uma banda desenhada completa feita por ti.
Indicado para crianças a partir dos 8 anos.
Os participantes terão que trazer o seu próprio material de desenho.

17:00 - Apresentação da exposição 'Voyager' com membros do colectivo R'Lyeh Dreams

Voyager é um projecto que se iniciou em 2008, com a publicação online de 13 contos de uma página. Estes descrevem as aventuras de um viajante por todo o multiverso, com locais tão diversos como Amsterdão ou a sexta lua de Bellahn-Dor.
Rui Ramos, coordenador do projecto diz que “Não há limites para onde o Voyager pode ir. A imaginação é a última fronteira.”
A estória online do Voyager foi ainda expandida ao Twitter onde, ao longo destes 3 anos e “em tempo real”, o viajante foi descrevendo algumas das suas aventuras. Estes revelaram-se como sendo a primeira vez que surgia em língua portuguesa uma personagem fictícia no Twitter.
O álbum de 68 páginas agora editado reúne os 13 contos online, ao qual acrescenta uma estória inédita de 36 páginas, e é complementado no final com muitos extras, que incluem por exemplo, estudos de alguns personagens.
Voyager é a segunda publicação do Colectivo R’Lyeh Dreams, que em 2008 publicou o álbum Murmúrios das Profundezas, premiado com o troféu Central Comics para melhor fanzine em 2009. Este álbum reunia um conjunto de contos de terror, inspirados no universo criado por H.P. Lovecraft.

18:00 - Apresentação de 'Mahou-Na Origem da Magia' com Hugo Teixeira
No dia em que Bia descobre um livro especial na biblioteca começa uma aventura que a vai levar a descobrir que a Magia está por toda a parte: basta que abrir-lhe a mente e o coração.
Uma aventura escrita por Ana Vidazinha e desenhada por  Hugo Teixeira, no primeiro volume de um ciclo de Banda Desenhada publicado pelas Edições Asa.


Confirmem a vossa presença na página oficial do evento no Facebook.
A exposição estará disponível até ao fim do mês de Janeiro.

06 November 2010

Reportagem da TVAmadora sobre o Zona Negra 2

Depois de um fim-de-semana recheado de BD, boa disposição e onde a Zona Negra 2 não chegou a sair por incompetência da gráfica, o saldo para o projecto é bastante positivo. Sem livro para apresentar, a apresentação esteve bastante concorrida e as vendas foram bem satisfatórias graças à presença de diversos participantes. Para mais tarde (sempre mais tarde) haverá uma crítica à 21ª edição do AmadoraBD no próximo BDjornal mas para já ficam com uma reportagem da TVAmadora acerca do lançamento da Zona Negra 2. Basta clicarem na imagem abaixo. Na mesma página podem também encontrar as restantes reportagens acerca do 21º AmadoraBD, inclusive um resumo do 2º fim-de-semana.


After a cheerful weekend filled with comics and where Zona Negra 2 wasn’t released out of incompetence of the printing, the project balance is very positive. With no book to show, the presentation was very busy and sales were more than satisfactory due to the presence of several Zona artists. Later (always later) there will be a review of the 21th edition of AmadoraBD in the next BDjornal issue but in the meantime enjoy an article by TVAmadora about the release of Zona Negra 2. Just click on the image above. On the same page you can also find other articles about the 21st AmadoraBD., including a summary of the 2nd weekend.

16 September 2010

Utopia

Utopia is (was?) a 4 page, black and white comic story drawn by José Pinto Coelho, aka Z!, made for the 2008 edition of Amadora’s International Comics Festival (FIBDA) which had a science fiction theme. The inspiration (let’s call it that) came from all the sci-fi comics I had at home. I selected the 2 or 3 best ones and mixed their subjects into a single story.
Surprisingly the story wasn’t exhibited even though Z!'s art was so worth it.
 
Without finding some way to publish the story, I found an online edition looking for submissions. Created by Richard Evans, creator of The Canadian Legion, so that the members of Whitechapel, Warren Ellis’ message board, could participate with any kind of work (poetry, articles, photography, comics), The Penny Dreadful was open to anyone who wished to see their works published online.
   
With Penny Dreadful on a (permanent) hiatus, we decided to end this pursuit of a permanent home to the story by publishing it for good through the good old ink-on-a-sheet-of-paper method. Enter Zona Fantástica, a fantasy themed anthology presented at Fantasporto, Oporto’s horror and fantasy cinema festival.
It wouldn’t make sense to have a black and white comic in a full color book so Fil volunteered to do the colors and a new lettering.


In May 2010 Beja’s International Comics Festival exhibited the most recent Zona publication and, with Utopia available within the pages of Zona Fantástica, one of the pages was displayed in Casa da Cultura where the main exhibitions were available alongside with amazing artists such as Niko Henrichon, Fábio Moon and Gabriel Bá, Hippolyte, Fabio Civitelli or Dame Darcy.

This tale is available for free to anyone who read it at The Penny Dreadul #2

25 May 2010

VI Festival Internacional de BD de Beja

A periodicidade deste blog vai continuar a sofrer muitos atrasos e as teias de aranha vão continuar a acumular-se. Não falta material para deixar aqui (Diários de Bordo, falar sobre projectos lançados e por lançar, reformular a cara do blog) mas a falta de oportunidade é tremenda e o facto da minha conta no Flickr estar a rebentar pelas costuras também não ajuda a falar de mais autógrafos desenhados.

Ainda para mais, em Junho/Julho irei ausentar-me do país. 3 semanas na Dinamarca com pessoal de toda a Europa num programa a 3 partes: Universidade do Minho, Universidade de Aarhus e a empresa Bang & Olufsen.


E é chegada a altura do ano onde se faz a peregrinação obrigatória a Beja. A programação continua a deixar-me de queixo no chão ano após ano.
Gostaria de ter o dom da ubiquidade pois não vou ter tempo para assistir a metade da programação. Ficam aqui os horários das minhas participações:

DIA 29 MAIO, SÁBADO
15h00
Lançamento do Splaft! n.º 6, catálogo do Festival.
Depois do texto sobre a vida e obra de Gary Erskine (A Arte Final), calhou-me falar sobre o virtuoso Niko Henrichon num texto recheado de fábulas.
DAS 16h00 ÀS 16h15
Lançamento do fanzine Venham + 5 n.º 7 (Bedeteca de Beja).
Com mais um conto do Detective Zombie, personagem que terei que voltar a falar dentro de dias (semanas), numa tentativa de homenagem/paródia ao Dark Knight Returns do Frank Miller.
DAS 17h30 ÀS 18h00
Dois dedos de conversa - Diogo Campos com Niko Henrichon.
Desejem-me sorte. Meia hora a tentar falar com um artista deste nível vai ser uma prova difícil:)

DIA 30 MAIO, DOMINGO
Das 15h45 às 16h00
Apresentação do projecto Voyager, por Diogo Campos, Diogo Carvalho e Rui Ramos, do colectivo R’lyeh Dreams.
Praticamente finalizado, o projecto não ficou pronto a tempo de ser lançado neste festival. Um ano depois voltamos para vos dar a conhecer o andamento do projecto e mostrar aquilo que será o próximo livro do colectivo.
EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
Zona na Casa da Cultura
Com uma prancha do conto Utopia (argumento meu, desenho do Z! e cores e legendagem do Fil) publicado no Zona Fantástica.

Toupeira na Galeria do Desassossego
Com as participações que fiz com o Véte para este fanzine.

Avenida Marginal no Instituto Politécnico de Beja
Originalmente concebida para este concurso, a primeira prancha do Detective Zombie publicada no Zona Fantástica marcará presença nesta exposição.

24 February 2010

Zona Fantástica

Associando-se à edição de 2010 do Fantasporto, o "colectivo" Zona produz a sua terceira antologia. Depois de Zona Zero e Zona Negra chega o ambicioso Zona Fantástica. 80 páginas a cores, 29 contos de 34 autores, 5 dos quais do Brasil, Argentina e Espanha.

Da minha parte, colaborei com o Fil (cores), José Pinto Coelho (desenho) e Véte (arte) em 2 contos, um dos quais já conhecem (está disponível nos links à vossa direita), e sobre os quais falarei brevemente.

Para ficarem a saber os autores e obras publicados neste número, cliquem aqui.

Dia 4 de Março às 18:30 no Espaço Cidade do Cinema instalado no exterior do teatro Rivoli irão estar presentes vários autores deste número (eu incluído) que irão falar acerca dos trabalhos publicados e gatafunhar os livros que quiserem.
Para os que marcarem presença no evento, o Zona Fantástica terá um preço especial de lançamento.



Joining the 2010 edition of Fantasporto, the "collective" Zona produces their third anthology. After Zona Zero and Zona Negra comes the ambitious Zona Fantástica. 80 color pages, 29 stories from 34 authors, 5 of which from Brazil, Argentina and Spain.

As for me, I collaborated with Fil (colors), José Pinto Coelho (drawings) and Véte (art) on 2 stories, one of them you already know (it’s available in the links at your right), and on which I will talk about soon.

For those who want to know more about the authors and works published in this issue, click here.

On March 4 at 18:30 in Espaço Cidade do Cinema installed outside the Rivoli theater several authors will be present (myself included) to talk about the works published and smear all the books you want.
For those who attend the event, Zona Fantástica will have a special launch price.

06 October 2009

Hellblazer: Shoot

Argumento: Warren Ellis
Desenho: Phil Jimenez e Andy Lanning
Editora: Vertigo


Este comic que nunca viu a luz do dia está disponível para vossa leitura ilegalmente (obviamente) nos links mais abaixo. Escrito nos idos tempos em que o Warren Ellis escrevia o título Hellblazer, diz-se que este comic foi a razão do Ellis ter batido com a porta na Vertigo abandonando o título e, até hoje, sem voltar colaborar regularmente em títulos directamente ligados à editora.

Como já é hábito dos autores da british invasion, o facto de estarem alienados e poderem olhar com outros olhos para a sociedade americana permite-lhes mostrar aquilo que eles não querem ver. A razão do afastamento desta história das bancas foi o facto de ter ocorrido o massacre de Columbine antes da publicação do mesmo. Apesar da história estar pronta, a editora achou por melhor não lançá-la o que levou a sérios protestos do escritor. Resumidamente a Warner e DC acobardaram-se e acharam por bem ignorá-la. Assim, aquele que iria ser a revista Hellblazer #141 não viu a luz do dia até hoje, 10 anos volvidos.

Este embrólio todo não deixa de ser irónico pois, conforme podem ler, qual catarse do massacre, esta história funcionaria mil vezes melhor para abanar consciências (assim como o Columbine do Gus van Sant ou ainda o documenário do Michael Moore) por não ter medo de mostrar a realidade crua e dura em vez da já habitual atitude de enterrar a cabeça na areia e culpar a televisão, jogos de vídeo ou... sim, adivinharam, os "comic books" de todos os males.

O senado americano decide abrir uma investigação às causas dos recentes tiroteios e massacres em escolas entre alunos. A psicóloga responsável pela investigação aproveita para escrever uma tese acerca da patologia de massacres premeditados e a psicologia das vítimas. Obcecada com o caso, ela inclusive adormece todos os dias a ouvir a gravação do suicídio em massa de Jonestown e assiste repetidamente às gravações dos tiroteios. Mas é nesses vídeos que ela repara que existe algo comum a alguns recentes vídeos: um homem inglês de meia idade de gabardine.

Sim, é o nosso conhecido e velho amigo John Constantine que deu um salto ao outro lado do Atlântico a pedido de um amigo para descobrir o que aconteceu ao filho que foi morto num massacre idêntico no Louisiana. Convido-vos a ler e reflectir neste que é um dos melhores contos do personagem que li até hoje (não foram tantos quanto isso hehe).

Este conto pode ser lido aqui ou aqui mas atenção, despachem-se porque mais cedo ou mais tarde a DC irá descobrir estes sites e exigir a eliminação dos ficheiros, ainda para mais que o Warren Ellis no seu site/blog voltou a acordar as hostes para esta história.

03 October 2009

Sketch Amealhado #9

FILIPE ANDRADE



O primeiro sketch do FIBDA 2007, da autoria do Filipe Andrade. Ainda na altura que o BDjornal saía regularmente, BRK fez grande furor no mundo bedéfilo pelo facto de uma dupla desconhecida até então ter feito um projecto tão arrojado e mediático.
Filipe Pina e Filipe Andrade, a conhecida dupla da série BRK, também têm um conto no Venham+5 #5 e preparam um livro infantil.

Tendo feito este desenho a lápis no FIBDA, decidi que o desenho ficaria melhor finalizado a tinta e portanto esperei pela próxima vez que encontrasse esta dupla. No IV Festival de Beja em 2008, aproveitei para lhes pedir que me "finalizassem" o desenho. Pior a emenda do que o soneto, todos concordamos que devia ter deixado o desenho como estava e agora espero pela próxima oportunidade para conseguir um novo desenho.

19 September 2009

Sketch amealhado #8

PEDRO PIRES



Mais um excelente autor português. Apesar de passar despercebido publicou uma BD de grande sucesso pela Devir, Anjos e Outras Armadilhas que hoje se encontra esgotadíssimo além de dois contos para a Colecção Quadradinho.

Facto curioso sobre este autor é que ele é daltónico. Mas este problema em nada diminui o seu talento já que lhe permite, e isso é muito evidente nas suas obras a cores, usar uma palete fora do normal.

Este desenho foi feito na festa de Halloween de 2006 da loja Centralcomics. Na altura o autor não tinha canetas com ele tendo feito este desenho com a única caneta que eu tinha, uma Rotring a tinta-da-china com um bico de 0.5 mm! Verdadeira paciência de chinês e grande dedicação que o autor teve neste espectacular desenho utilizando uma caneta tão fina.

12 September 2009

Sketch amealhado #7

DERRADÉ





Outro autor que abrandou muito significativamente a sua produção de BD é o Derradé. Outrora um grande nome do humor português, chegou a lançar uma revista humorística HL Comix que infelizmente teve pouca duração. A maioria das histórias que iria formar o 3º número da revista estão no hilariante Moda Foca. Da sua autoria ainda se encontram Fúria e Fava! além de Pai Natal: Um Estudo Morfológico (este em colaboração com Geral), todos lançados pela Polvo.

Este desenho dos The BadSummerBoys Band foi feito durante a entrega dos prémios Amadora 2006, a mais curta visita que alguma fiz ao festival. Estando a entrega programada para um local longe do Forúm Camões, a organização forneceu autocarro a quem quisesse ir. Tendo o Derradé ficado para trás, pedi-lhe então para me assinar algumas obras onde ele tinha participado além de um desenho no meu bloco enquanto eu, o Diogo Valadas e o Hugo Jesus fomos à entrega.

Para aqueles que estiveram presentes e se recordam, os autores João Mascarenhas e José Abrantes tiveram uma forte claque no fundo da sala. Eramos nós que sempre que ouvíamos o nome dos autores fazíamos uma algazarra como se fosse a final de algum mundial de futebol. De momento não me lembro dos resultados mas tenho ideia de que o Mascarenhas ganhou o trofeú para melhor fanzine com o segundo número do Menino Triste.

05 September 2009

Sketch Amealhado #6

FILIPE ABRANCHES




Filipe Abranches, profícuo autor de BD e ilustrador, é responsável por diversas ilustrações e capas de livros de varíadissimas editoras. É também autor de, por exemplo, Alô?, 16-1 e Solo, todos editados pela Polvo. Se não estou em erro, está também ligado único curso superior de banda desenhada do país no pólo de Guimarães da Escola Superior de Artes do Porto.

Este desenho de um mouro feito integralmente a caneta foi realizado nas poucas horas que estive presente na edição de 2006 dos festival da Amadora onde nem tempo tive para ver o piso inferior de exposições.

Facto curioso, comecei recentemente a ler a edição da Clássica Editora do livro O Império do Medo da autoria de Brian Stableford (recentemente reeditado pela Saída de Emergência) e constatei quase por acaso que a capa reproduzida ao lado vem creditada como sendo da autoria deste autor.

03 September 2009

Pax Romana

Argumento, Desenho, Cor:
Jonathan Hickman
Editora: Image Comics


2053 d.C., o Islão é a religião predominante na Europa ocidental.
O Vaticano financiou secretamente durante décadas certas instituições, laboratórios e cientistas para poderem deter e manter secretos certos avanços científicos. O mais recente avanço tecnológico? Viagens no tempo de grandes massas, em completa segurança mas sem hipótese de retorno.
Uma tecnologia potencialmente perigosa e muito apetecível torna-se assim uma arma nas mãos do Vaticano que pretende usá-la para moldar e, nas palavras deles, salvar o futuro da Humanidade, destruindo o passado.

Esta é uma premissa que já vimos e lemos em inúmeras histórias sobre viagens no tempo e possíveis alterações do curso da História com determinados objectivos que acabam bem ou mal. Apesar de batido e de acharem que já se experimentou tudo o que havia para ser lido e visto, a verdade é que muito dificilmente se encontra algo ao nível de Pax Romana.

É ponto assente pelo Papa Pio XIII que jamais se intervirá na vida de Cristo. Como o próprio diz, a ideia não é tornarem-se colaboradores de Cristo ou criar um paraíso artificial na Terra mas sim consolidar o poder da Igreja depois da ressurreição e antes da criação do islamismo.

5000 homens, armas nucleares, 4100 toneladas de ouro e a mais recente tecnologia militar comandada pelos cardeal Beppi Pele e o general Nicholas Chase, a maior mente militar do seu tempo, são enviados para 312 d.C. para ajudarem o imperador Constantino a consolidar o poder. Mas o que seria uma missão de fortificar a sua relação entre o império romano e a igreja aumentando o poder desta no futuro, o que acontece é uma tentativa de provocar uma revolução civilizacional que só aconteceria 1300 anos mais tarde de uma forma extremamente condensada e bem planeada. Uma experiência social que o intitulado Exército Eterno de Roma tenta produzir durante algumas gerações na tentativa de criar a melhor sociedade possível, tudo graças à esperança média de vida destes homens que ronda os 200 anos, fruto do futuro de onde vêem.

Acontece que, por mais bem preparados que estes homens estejam, por mais avançados que sejam e mesmo sendo a personificação do pináculo evolutivo até então, não deixam de ser humanos. Intrigas, discórdias e sede de poder assolam estes homens que com pequenos grandes actos vão mudar a História da humanidade de uma forma que jamais previram e que vos convido a descobrir neste livro.

No final do livro é possível ver um cronograma, o único extra, com os principais acontecimentos do mundo a partir do final dos acontecimentos desta história. O próprio Jonathan Hickman diz que, apesar de ser uma história com um final (se bem que aberto), irá continuar a contar a história desta linha temporal alternativa estando previsto para daqui a uns tempos a continuação 150 anos depois dos acontecimentos do actual livro.

Jonathan Hickman é um designer profissional que de um momento para o outro deu o salto para os comics. Começou na Image com certas mini-séries sempre ligadas a ficção-científica que em maior ou menor grau mostram um futuro perto com temáticas bem actuais como o jornalismo e o seu papel na política (Nightly News) ou engenharia genética ao alcance de todos (Transhuman).

A sua formação de designer permite-lhe um estilo de desenho (chamemos-lhe assim), completamente fora do habitual. Pintura, colagem e desenho digital misturam-se numa amálgama de cores simples ajudando ao estilo de escrita e ambiente diferentes do habitual. O layout das vinhetas e diálogos também é de uma simplicidade que nos chega a fazer pensar "como é que nunca me lembre de fazer isto?" e que tenho que concordar com a autora da introdução que será muito brevemente copiado num estilo que terá o nome do autor.

Com uma sensibilidade muito diferente da habitual no que toca à ficção científica, Hickman, que criou este livro todo de raiz (desenho, cores, legendagem, paginação, design), é um dos novos valores dos comics americanos, uma aposta segura que aconselho a manterem debaixo de olho.
Muito recentemente deu o salto para a Marvel sendo um dos escritores destacados no selo The Write Stuff onde a editora mostra as mais recentes apostas em termos de argumentistas. Actualmente está a escrever Secret Warriors em colaboração com Brian Michael Bendis além de ser o novo argumentista apontado para substituir Mark Millar aos comandos da revista Fantastic Four. Claramente uma estrela a subir a uma velocidade vertiginosa.

Para lerem gratuitamente o primeiro número desta mini-série de 4, cliquem aqui.

29 August 2009

Sketch Amealhado #5

SÉRGEI




Mais um autor português, desta vez o visado é Sérgei. Desaparecido do mapa bedéfilo nacional, este autor já publicou na antologia Onze Autores no BDjornal 2005-2006 além do premiado livro Os Compadres seguido da sequela Flop Tecnológico, ambos lançados pela também desaparecida Polvo.

Não faço ideia do que lhe tenha acontecido pois procurei e o site oficial Sergei Cartoons encontra-se indisponível.

Realizado na edição de 2006 do festival da Amadora, este é o primeiro da curta série de desenhos desse festival onde também pedi uma rápida dedicatória nas BDs que o autor realizou para a tal antologia editada pela pedranocharco. Sendo um trabalho antigo do autor, este ficou encantado por vê-lo como já é habitual quando se levam coisas raras/antigas para os autores assinarem.

22 August 2009

Sketch amealhado #4

JOÃO MASCARENHAS


O maior autor de BD em Portugal. Não a sério, ele é literalmente o maior!
João Mascarenhas, engenheiro de profissão e autor por paixão é o criador da multi-premiada personagem Menino Triste.
Conhecemo-nos numa antiga encarnação da Centralcomics. Como vinha muitas vezes a Braga por razões profissionais, tive que lhe indicar a 100ª Página, única livraria com uma respeitável secção de BD por cá e que já acolheu um evento organizado pelo João e pelo Gastão Travado.
Saudades desses almoços, mini-mini-tertúlias de BD em Braga onde este desenho foi feito totalmente a caneta mostrando o domínio e versatibilidade que o João tem para o desenho.

15 August 2009

Sketch amealhado #3

CAMERON STEWART


Eis que chegamos ao primeiro autor estrangeiro desta rubrica. Famossíssimo pelas colaborações com Grant Morrison em Seaguy e Seaguy: Slaves of Mickey Eye entre outros títulos, Cameron Stewart é mais um dos muitos escravos desenhadores da indústria norte-americana tendo começado, como muitos, pelos títulos infantis da DC Comics, mais propriamente Scooby-Doo. Felizmente o talento foi salvo a tempo pelo conhecido feiticeiro de magia do caos.

Novamente no Festival Internacional da Amadora 2005, deixei este autor para a última hora. Ao entrar na fila reparei que o autor não estava presente apesar de estar previsto no programa. Tinha-se sentido mal e foi ao exterior apanhar ar. Aparentemente tinha desmaiado ou quase, não me recordo bem, mas voltou fresco como uma alface para mais uma literal fornada de desenhos. Não sei se se lembram mas na altura a organização foi bastante criticada pelo local escolhido que não tinha ventilação adequada (suspeito que não tinha nenhuma) e tiveram que usar botijas de oxigénio para compensar a falta de renovação do ar.

Como é hábito antes dos festivais, fiz uma pesquisa acerca do autor e encontrei uma série de desenhos de vários autores inspirados no filme Kill Bill. Entre eles estava o do Cameron e, como podem ver, pedi-lhe para ele desenhar a Noiva, Uma Thurman. Acontece que ele não se lembrava da cara dela e durante um bocado viu-se às aranhas para a desenhar até que me lembrei que tinha uma imagem do filme no meu telemóvel.

Nada feito! Na imagem, a Noiva tem a espada a esconder-lhe a boca mas ele lá improvisou caprichando nos excelentes salpicos de sangue. Tanto se dedicou a isso que, como podem ver com atenção, se esqueceu do punho e da ponta da espada despachando-os. Isto tudo enquanto que o Ed Brubaker se lembrou de discutir os filmes do Tarantino com o Cameron. Ora, como eu disse atrás, deixei o Cameron para o final... Imaginem eu preocupado com horários de comboio e metro, o desenhador a caprichar em salpicos de sangue enquanto discutia para o lado a obra cinematográfica do Tarantino. Espero que o Cameron me perdoe por ter saído a correr e quase sem agradecer :D
Ainda assim está um excelente trabalho que me orgulho de ter.


PS-Acabei por ter que esperar pelo comboio.

14 August 2009

Vou ali ao lado e já venho




A algumas horas de partir para o festival só tenho a dizer que a organização é de uma incompetência atroz!!
Prometeram um site oficial para o festival e nada...
Horários das exposições tem que ser o próprio interessado em procurar pelos sites dos edificios onde estão as respectivas exposições...
Horários para os autógrafos nem vê-los...

08 August 2009

Sketch amealhado #2

RICARDO FERRAND



Ricardo Ferrand ilustrador e 'banda-desenhista', fico na dúvida se este será o seu site oficial ou não. Conhecido pelas obras A Verdadeira História de Jota Cristo e O Homem que não parava de urinar, ambas editadas pela Witloof, a verdade é que este autor não teve sorte na editora escolhida para publicar as suas BDs. Ultimamente faz ilustração publica diversas BDs infantis como Que Grande Trabalheira! que teve destaque no Festival Internacional de BD da Amadora de 2005 onde consegui este desenho a lápis e marcador.

01 August 2009

Sketch amealhado #1

Como prometido, aqui está a primeira nova rubrica que no início será automática.
À semelhança dos Desenhos Autografados do Verbal, irei colocar por ordem de idade todos os sketchs que coleccionei ao longo do tempo. Cada um destes posts terá um pequeno apontamento sobre o autor e histórias por detrás de cada um.

José Abrantes


José Abrantes é provavelmente o mais conhecido autor de BD infantil que temos em Portugal, famoso por personagem como o preguiçoso Horús, Zu, a feiticeirazinha Morgana ou Dakar, o Minossauro.

Este sketch feito a lápis e marcador foi obtido no Festival Internacional de BD da Amadora de 2005, a minha 2ª ida ao festival onde passei o fim-de-semana inteiro por lá. Na altura comprei vários livros das Aventuras do Zu que levei para umas primas minhas. 4 anos depois e sempre que me encontro com os pais eles pedem-me mais livros do Zu porque as miúdas adoram os livros que lhes levei. E todas as vezes esqueço-me de encomendar mais...
Como já tem sido hábito, todas as minhas idas ao festival calham com a mudança de hora e como tem sido hábito, esqueço-me sempre dessa mudança quando poderia aproveitar mais uma hora na cama. Nesta edição do festival esse esquecimento não foi excepção para mim e o José Abrantes também não se lembrou tendo chegado uma hora mais cedo do que que o previsto no programa. Assim, ficamos com a zona de autógrafos quase toda para nós onde várias funcionárias de limpeza pediam aos poucos autores presentes que fizessem retratos delas. E bem que insistiam...

29 July 2009

Diário de Bordo VI - V Festival Internacional de BD de Beja

A partir de agora irei disponibilizar aqui todos os textos que fizer mesmo que estejam disponíveis noutros sites. Devido ao facto da Centralcomics ter sido recentemente remodelada, e para evitar ter que recuperar os vários textos que estavam perdidos, todos os textos irão estar disponíveis aqui.

Pderão ver mais fotos na minha conta do Flickr, mais propriamente na pasta sobre Beja 2009.


Mais um ano, mais uma edição do festival de Beja. Se o ano passado foi o desabrochar do festival com um ‘cabeça de cartaz’ sonante, este ano foi a confirmação. Da minha parte, fica aqui uma descrição dos dias 29 a 31 Maio.

Posso dizer que o festival, antes de ter começado oficialmente, me reservou muitas surpresas. Tendo escrito um texto sobre Gary Erskine para o Splaft, o catálogo do festival, fiquei extremamente surpreendido por saber que ia ter o privilégio de acompanhar Gary Erskine e a sua mulher na viagem de Lisboa para Beja onde pude constatar a enorme simpatia e simplicidade deste autor escocês.

Chegados à Galeria do Desassossego, já tínhamos à espera uma bela comitiva de autores constituída por Marco Mendes, Denis Deprés acompanhados pelas respectivas mulheres, Craig Thompson e Sierra Hahn, editora da Dark Horse (que surpresa das surpresas era a companheira de Craig) e o grande Mattotti. Isto sem falar da boa disposição de Geraldes Lino que chegou mais tarde.

Depois de termos experimentado os mais diversos estranho pratos da casa, começou a jornada na busca por um bar na noite bejense. Apesar de termos ‘perdido’ alguns companheiros nessa difícil campanha, fomos acompanhados pelo Hugo Teixeira e Vidazinha. Finalmente encontrado um bar com snooker que o Geraldes Lino tanto insistiu, uma alegre conversa bem regada com copos, desenhos (indecentes) e fotografias, a noite prolongou-se com um feroz combate de snooker entre as tropas portuguesas constituídas por Geraldes, Marcos e Hugo Teixeira contra os ianques Sierra e Craig que, verdade seja dita, não pareciam ter muito jeitinho para o jogo. Devido ao jet lag da viagem, Craig e Sierra tinham a pica toda para continuar no jogo mas como se costuma dizer, no dia seguinte trabalha-se e acabamos o jogo às 3 da manhã com um empate.


SÁBADO, ABERTURA DO FESTIVAL
Devido ao vento e temperaturas algo baixas na edição anterior, este ano foi decidido um adiamento do festival para uma altura de bom tempo. E que tempo! Céu limpo e temperaturas a rondarem os 40º que deixavam qualquer um de rastos, ainda para mais americanos e escoceses pouco habituados a este calor.
Ainda assim, este maravilhoso e terrível tempo não demoveu imensa gente de sair à rua e comparecer para a abertura do festival que, como é da praxe, se atrasou. Nada que não se revolvesse com 2 dedos de conversa com conhecidos e autores no mercado do livro. Após o discurso inaugural do Presidente da Câmara, as portas ficaram abertas para se poderem apreciar as diversas exposições. Tantas onde destaco o novo valor nacional que é Carlos Rocha, a vasta exposição de Mattotti, a diversidade de Gary Erskine e a simplicidade do traço de Craig Thompson.

O maior afluxo de visitantes ao festival também se sentiu nos autógrafos onde Thompson foi dos mais requisitados e Erskine o mais demorado porque além de falar pelos cotovelos, dedicava-se a fazer desenhos com enorme atenção ao detalhe. Eram quase 20 horas e ainda estava a atender pedidos.


A programação continuou com as inaugurações das exposições Luminus Box, Venham+5, Voyager e Hugo Teixeira na Biblioteca Municipal, seguindo para o Museu Jorge Vieira – Casa das Artes com a exposição de Marco Mendes e finalmente acabando no Museu Regional de Beja, onde a obra de Alex Gozblau estava exposta e se realizou o habitual jantar volante.

Este jantar ficou marcado por uma justíssima homenagem a Geraldes Lino que foi apanhado desprevenido tendo ficado sem palavras. Uma homenagem pelo trabalho feito na área dos fanzines, pela sua extrema dedicação à nona arte e pela criação da tertúlia de BD de Lisboa que fez 24 anos nesta última quarta-feira, dia 3 Junho. Além do discurso do Presidente da Câmara de Beja, este ofereceu 4 medalhas da cidade e uma placa alusiva à homenagem.

Com muitos copos e boa disposição à mistura, os bedéfilos tomaram conta da Galeria do Desassossego onde este ano se realizou o concerto com os portugueses Million Dollar Lips! e à semelhança do ano passado prendeu a atenção de um dos autores presentes, neste caso o italiano Mattotti.

DOMINGO...
E o sol sem dar tréguas. Uma visita guiada ao centro de Beja onde estavam presentes mais bejenses que visitantes de outras cidades coincidiu com o debate da Associação de Autores de Banda Desenhada. Esta reunião que dizem ter sido pouco frequentada parece mais uma vez confirmar a ideia de que apesar do muito que se fala e se podia fazer, a mesma “meia dúzia de cromos” da BD não se consegue juntar num grupo coeso. Ainda assim, do que depreendi do relato de algumas pessoas presentes, a associação parece ter dado alguns passos no sentido de tentar ter alguém que se dedique a tempo inteiro de forma a aliar esforços que neste momento estão dispersos em diversos projectos e que se poderiam unir em alguns poucos com mais impacto e pujança.

O dia foi preenchido com conversas, workshops e apresentações, algumas das quais adiadas do dia anterior como as do Venham+5 #6 e O Maior de Todos os Tesouros de Carlos Rocha. Todos os anos por esta altura já é habitual a apresentação de um novo número da antologia Venham+5 que este ano muita gente estranhou ser tão “fininha” já o número de autores que participaram diminuiu.
Destaque para a apresentação de um novo autor de BD humorística, Carlos Rocha que apresentou o seu O Maior de Todos os Tesouros como parte integrante da colecção Toupeira.

Gary Erskine deu uma preciosa ajuda com o atelier “Entra no Mundo dos Comics” onde deu bastantes conselhos sobre como apresentar e melhorar um portfólio tendo analisado os de alguns autores presentes. Isto enquanto decorria na bedeteca as apresentações do Menino Triste de João Mascarenhas, Zona Zero e Celacanto.

Devido à sucessão de apresentações adiadas, todas estas apresentações ficaram atrasadas tendo a conversa com Craig Thompson sido adiada para as 18, altura em que infelizmente muitos de nós tiveram que sair.

De um modo geral penso que a edição deste ano fica marcada pelo “+”. + autores, + exposições, + pessoas, enfim, um festival mágico que já nos habituou a superar-se todos os anos.
Novidade nesta edição foi a sobreposição de vários eventos que infelizmente tornaram impossível assistir a todos, facto que comprova que o festival está a crescer bastante dando-se ao luxo de se dispersar em várias vertentes.
Este ano, os miúdos não foram esquecidos estando parte da programação bastante focada neles com os autores Rui Cardoso e Carlos Rocha disponíveis além de filmes e actividades para os entreterem.

De notar que a manga continua com a pujança habitual estando este ano representado com 4 (!) exposições (All-Girlz, All-Girlz Banzai, Luminus Box e Hugo Teixeira) além da apresentação do All-Girlz Galore e lançamento do Monótonos Monólogos de um Vagabundo – Entrevista com Hugo Teixeira.

O festival acabou neste último fim-de-semana e já se ouvem algumas críticas já habituais sobre a aposta no alternativo. A verdade é que, como já ouvi dizer, “o alternativo é o novo mainstream”. O chamado mainstream parece estar a definhar, pelo menos a ver nas editoras que editavam material traduzido, enquanto que os fanzines, edições de autor e outros com tiragens reduzidas são o que parece mais vingar num mercado que já viu (muitos) melhores dias. Percebo a crítica e de certa forma compreendo-a mas ainda me vão convencer que Craig Thomspon é alternativo! (dêem uma vista de olhos no catálogo da editora Fantagraphics).

Confirmados (em principio) para o próximo ano já estão Hypoolyte e Mike Mignola numa edição que Paulo Monteiro já descreveu que “Será o melhor de todos os festivais que fizemos e o pior de todos os que haveremos de fazer!”
Com estes nomes não há que enganar, mais uma vez será a melhor edição de sempre do festival alentejano.

Tenho que agradecer ao Paulo Monteiro pela possibilidade de estar presente para escrever esta rubrica e também por um excelente trabalho de organização que apesar de tudo deve ser provavelmente quem menos aproveita o festival estando ocupadíssimo a resolver problemas que os visitantes nem notaram.