08 June 2008

The best in what he does (II)

Argumento: Brian K. Vaughan
Desenho: Eduardo Risso
Editora: Marvel

A relação de Wolverine com o Japão é um tema muitas vezes utilizado no universo deste herói. Desta vez calhou o período da 2ª Guerra Mundial já depois dos E.U.A terem entrado no conflito.

Depois dos acontecimentos em House of M, o mutante mais amado do universo Marvel, armado com todas as memórias da(s) sua(s) vida(s) passada(s), volta novamente ao Japão para tratar de (mais) um assunto por resolver.

Acabado de chegar, é logo confrontado literalmente com um fantasma do seu passado, uma personagem mistério que o cilindra forte e feio.
Nisto, o leitor é logo transportado para um flashback onde vemos um Logan, paraquedista canadiano, prisioneiro de guerra dos japoneses e na companhia de um paranóico tenente americano. Servindo-se dos seus talentos mutantes, Wolverine e o tenente escapam da fortaleza e embrenham-se na floresta.
A dada altura encontram aquele que será o motivo de divisão entre os dois: uma mulher.
O americano paranóico, vendo assassinos em todo o lado, decide matar a civil justificando-se que se trata de mais uma espia ao serviço do império japonês. Logan, vendo nada mais que uma simples mulher, obriga-o a afastar-se selando assim uma rivalidade que irá durar.
O Logan que encontramos nesta mini série de 3 números é o completo oposto daquele que conhecemos. Trata-se de um homem simples, muito tímido e pouco confiante, especialmente com mulheres.

Esta mulher que ele conhece será motivo de mudança. Ela e os acontecimentos do 2º número fazem com que a personagem cresça e amadureça num certo sítio famoso chamado Hiroshima.

O tenente Warren, volta a confrontar a dupla no dia seguinte e no meio da luta entre Logan e o tenente, ocorre aquilo que já todos suspeitavamos desde o o final do 1º número e que dá direito a várias espectaculares cenas muito à semelhança do que pode ser visto no tie-in com Civil War.

Mais não digo porque a estória tem pouco que se lhe diga. Apesar do calibre dos autores envolvidos na mini série, esta não deixa de ter algumas falhas que são de surpreender vindo do escritor que nos trouxe por exemplo Runaways ou o mítico Y: The Last Man.
A leitura torna-se estranhamente rápida e consegue-se despachar estes 3 comics em cerca de 15 minutos. O ritmo em si às vezes também falha e não nos deixamos de perguntar como seria se fosse dada mais tempo para uma revisão.
Além disso, a revelação sobre quem seria essa personagem mistério e o que lhe tinha acontecido é bastante previsível e existe também uma incoerência no argumento. Não queria estar a dar muitos detalhes mas envolve uma personagem que dizia não perceber japonês mas mais tarde dá um argumento que revela afinal ter percebido o que outros tinham dito. Confuso e mostra um grande descuido por parte do argumentista.
Esta estória tinha muito potencial para ser explorado mas na minha opinião falha em muitos pontos.

O traço do Eduardo Risso continua como sempre, simples, eficaz e muito bom com capas excelentes. Está também disponível uma versão desta mini série a preto e branco que deve valer bem a pena pela arte do senhor.

Esta estória tem o selo Marvel Knights simplesmente porque a Marvel ainda não se decidiu por anunciar oficialmente se Logan, durante a 2ª Guerra Mundial esteve no Canadá, França, Alemanha ou Japão. Decidiram antes passar esta estória para fora da cronologia oficial.

E nisto tudo, também não há justificação para o preço de capa inflacionado. A edição é muito boa com uma capa mais grossa que o habitual (como tem sido hábito do selo) mas, ao contrário das outras minis, o número de páginas é baixo e a quantidade de publicidade é maior do que estou habituado a ver num comic (e olhem que 80% do que leio é em comics) e isso estraga bastante a leitura. Estes factores conseguem deixar muito a desejar no preço a pagar pelos comics. Venha o TPB ou o HC.

15 comments:

refemdabd said...

Tive-o na mão e não o quis! Achei exactamente isso que dizes: demasiada parra e muito pouca uva. Tenho muita coisa do Wolverine em fora-de-cronologia e a confusão instalava-se com frequência. Guardo-me sempre para coisas muito fora de série, tipo Bruce Jones.
Já agora, diz-me o que achas do Y: The Last Man (agrada-me o mote, mas a arte não me prendeu muito). Tenho andado a ler o DMZ (excelente!), hei-de fazer um post sobre este.
Quanto ao Risso, acho que faz um bom trabalho (já desde o Batman que acho que ele tem muito para oferecer aos comics); mas sou da opinião que o P&B é mais a sua chancela. Gostava de o ver num short 'nough Said.

DC said...

Se te restringires a coisas fora da cronologia é normal que a confusão se instale mas é onde normalmente estão as melhores coisas.
Y: The Last Man ainda não li mas o mote da série prendeu-me a atenção. Nunca ouvi criticas negativas. Espero poder comprar a Deluxe Edition. Em cerca de 5 HCs tens a colecção completa.
O Risso é muito bom mas tem aquele defeito típico de muitos autores de topo que é uma arrogância enorme. Alguém devia dar-lhes um susto e atirá-los fora do pedestal para verem como eram há uns anos atrás, nada mais que simples desconhecidos com pouco crédito.

refemdabd said...

He-he-he!!! Vou-te contar uma: estava eu na Amadora aqui há uns anos (não muitos) e estava lá o artista com o Trillo. Depois de eu muito ter aguardado na fila para um suposto sketch, quando finalmente chegou a minha vez, o artista ia pegar nos dois tomos que eu tinha e qual foi o espanto dele quando eu não lhe os dei!!! Dei-os ao Trillo e pedi-lhe uma dedicatória em cada um dos livros. O Trillo ficou atrapalhado e disse-me que não era desenhador; eu disse-lhe que sabia disso perfeitamente e que era um grande fan do trabalho dele e que queria mesmo era uma dedicatória dele. O Risso, de mão estendida, não escondeu um sorrizinho nervoso e eu disse-lhe que também gostava do trabalho dele, para não se preocupar, mas que naquele dia eu não tinha tempo para esperar por um sketch dele. hehehe! tipo: a vedeta sou eu, maluco! Eu é que te pago a fama, por isso vê lá se te achandras com esses ares de famoso e brilhante que o Sr. que está ao teu lado é muito maior do que tú; não fosse ele escrever para ti, nunca tinhas chegado aonde chegaste! Pensei eu com os meus botões.

refemdabd said...

Quanto ao Y, não sabia desse lançamento em HC! Boa e obrigado.
Já fiz o pre-order, sai em Outubro; a Amazon.com já se está a esticar outra vez nos portes! $28 grand-total, quando o HC custa 20. Vamos lá a ver se a arte me entra, desta vez!

Abraço

DC said...

Foste mauzinho hehe Eu padeço do mal de querer sempre sketchs de toda a gente por isso, apesar de simpatizar ou não com o autor, na hora tem que fazer o desenho. Depois do rabisco, logo se vê lol

Fizeste muito bem em pedir o Y. Tinha ideia que os portes andavam sempre à volta de 13 dólares. Onde é que mudaram?

DC said...

Já agora, conheço poucos autores arrogantes (Liefield, Madureira, Risso e já ouvi falar no Trondheim). Não queres fazer um post sobre isso?;)

refemdabd said...

Gosto pouco de vedetas arrogantes, especialmente quando sou eu que pago para eles lá chegarem. Também não gosto de falsas modéstias, embora sejam mais toleráveis. Foi pena nunca ter apanhado o Madureira, a esse tinha-o logo mandado para o C****o (desculpa-me o jargão maritimo) mas com mais pinta, claro! Aqueles desenhos dele só me apetece mandar para o lixo, estragou-me a série Uncanny com aqueles bonecos mal-desenhados...mas gostos não se discutem, não é?! Pedia-lhe o skecth e depois dava-lhe um Euro pelo trabalho! hehehe!!!
Não posso fazer um post sobre isso, pois nunca me cruzei com muitos, ou poucos, arrogantes; por tal seria indecoroso da minha parte apoiar-me apenas em relatos de outros.

A Amazon.com tão depressa me pedem $7 pelos portes, como me pedem $19,95 (dizem que depende da localização do livro que pretendo!). Depois de ter visto melhor, não se esticaram pelo Y. Já os 2 primeiros DMZ custaram-me $15 de portes.

Tou a ver que o naturline também te enviou uma mensagenzinha. hehehe!!! Sou mesmo um nabiço nestas coisas :P

Bongop said...

Bom post Diogo! Não deixaste nada para eu dizer ... eheheheh
E tens razão... as melhores estórias do Wolverine são fora de cronologia!

DC said...

Já eu sou da opinião que o Madureira teve bem no Uncanny mas a partir daí perdeu-se por completo. Faz-lhe falta o Townsend por perto.
É engraçado de ver que a malta mais velha não vai muito com Bachalo ou Madureira ou Ramos ou outros que misturem estilo manga com comics.
Ja experimentaste pedir por outros vendedores que não a Amazon? A Amazon cobra (às vezes) menos portes que os outros mas os outros costumam ter muitas vezes preços muito mais em conta. Apanhei o meu Absolute Sandman a 50 dólares (mais 13 para portes). A amazon tinha-o à venda por 60 e picos (e agora está a 75). Pre-order não me convence muito. Ali ao lado na maioria das vezes está mais barato.

looT said...

DC antes de mais uma pergunta sobre um texto teu na central comics o "Wolverine: The Death of Logan". Na imagem que lá colocas o título parece como "Wolverine: The Death of Wolverine" suponho que será esse o título ou houve alguma alteração?

Do Madureira o que conheço gosto (não em lembro do nome do livro :S) mas não fazia ideia que o consideravam arrogante.

DC said...

Nem me digas nada. Nos comics chamaram-lhe Logan Dies, no site da Marvel os comics têm Logan Dies mas também têm The Death of Logan. Se procurares Death of Wolverine aparece-te o HC Premiere que é o que está na Centralomics...
E não sei qual deles é que o Hugo tem para venda, se o HC, se os comics ou se vai ter o TPB.
It's a Marvel(ous) job!!!

DC said...

Do Madureira em português tens revistas X-Men da Devir e Abril e existe também o Battle Chasers da VitaminaBD.
Ele é muito lento a trabalhar, atrasa-se sempre e imenso, deixa algumas coisas por acabar (Battle Chasers um exemplo) e contaram-me que também é arrogante.
Ele desenhou o Ultimates 3 e aquilo tava a meio e a Marvel já tinha quase pronto o Ultimates 4 (ou algo do género, às tantas era o Ultimate Origins). Só começaram a lançar os comics depois de terem visto que ele tinha efectivamente quase acabado a série.

refemdabd said...

É LÁ!!! A quem é que estás a chamar de velho...meu filho?! hehehe!!! Um velhinho...eu sei que sou! Estava eu, com 30 aninhos (há quase uma década), na Discoteca Indústria, em Lisboa, com o meu cópinho na mão a abanar-me qual Travolta, quando ouvi, ao meu lado, duas miudas a dizerem :"olha lá o cota a curtir, hein?!" Olhei à volta a ver se via o cota...e o cota, afinal, era eu!!! Foi aí que eu caí em mim! E pronto, assumi-me. 'nough said!

Eu já sabia que ia estar em minoria quanto ao Madureira! Vá lá, deêm-me porradinha!

Costumo mandar vir algumas coisas da BookDepositary (com os portes incluídos é mais barato do que na Amazon sem portes), mas têm sempre pouca oferta. Com o pessoal que eu conheço nos Estadosunidenses (como dizem os amigos Brasucas) guardo-me para edições difíceis, pois os portes são astronómicos (USPSGP). O que é que queres dizer com "ali ao lado"? Faço pre-orders para não ficar a arder às edições que se adivinham como mais dificeis e ao mesmo tempo poupo algum. Atenção, vem aí a edição de luxo limitada do Ronin do Frank Miller.

DC said...

Eheh foi nesse momento que começaste a pensar na reforma lol

Com "ali ao lado" quis dizer que na Amazon, compensa esperar que o livro saia para comparar preços entre a Amazon e os outros vendedores que estão na Amazon. Muitas vezes os portes dos 2 ficam iguais mas o vendedor X é mais barato que o vendedor Amazon.
Um exemplo, o vendedos Comics-Now costuma ter coisas bem baratas comparativamente com o Amazon. Eu ando a acompanhar os preços do Absolute Sandman 2 e de 2 HCs dos Green Lantern e o vendedor Amazon tem-nos mais altos que muitos outros vendedores.
Sim, é o Absolute Ronin mas não esgota num mês ou coisa que o valha. O Absolute New Frontier por exemplo, em muitos sítios pedem valores altos por ele. A Previews tem isso disponível a preço de capa. Pode não aparecer no catálogo fisico mas vais ao ficheiro Excel que eles enviam para os revendedores (a CC tem isso disponível na secção Listagem Completa da Previews) e está lá disponível para pedir.

looT said...

O que li do Madureira e não me lembrava do nome era os "Battle Chasers" ;)